Cozinhar vai muito além de  alimentar o corpo, é uma expressão de cultura, cuidado, tradição e, para alguns (como eu), ouso dizer que é uma terapia. E a cozinha? Ah, ela é muito mais do que o lugar para onde vão os famintos, lá existem histórias, legados, culturas e a tradição de um povo ou de uma família. Nela criamos memórias afetivas, despertamos sensações e sentimentos que merecem ser espalhados. 

A partir de hoje, eu faço jus a toda a informação aí de cima, compartilhando com vocês dicas e receitas, talvez alguns devaneios de uma cheff apaixonada. Para começar escolhi uma receita eleita pela minha vó, uma tradição de minha família.

A vó Lulu fazia aquele pudim perfeito, consistente, muito caramelo, aquele gostinho de abraço apertado que é impossível esquecer. Era uma mistura de:
1 lata de leite condensado integral 
2 medidas da lata de  leite 
3 ovos,
Batidos no liquidificador despejados em uma forma caramelada. 

Como caramelizar a nossa forma:
1 xícara açúcar, cozinhar no fogo baixo até caramelizar (cuidado caramelo é muito quente), virar por todo fundo da forma e esperar endurecer.

Levar nosso forma ao forno em banho maria por uns 40 minutos. Com criatividade e ousadia, fiz a façanha ou heresia de colocar o pudim no freezer. O resultado? Uma sobremesa gelada cremosa, saborosa e que não perdeu a sua essência, nesses dias de calor insano foi um dos melhores acidentes que comi.

Admite que ficou curioso pra comer pudim congelado, hehehe! Até a próxima edição!