Em 5 de abril de 2021, um duplo homicídio chocou a comunidade de Santa Lúcia do Piaí, interior de Caxias do Sul, quando Vanessa Silvestre Lisot, 37 anos, e Adriano Camargo Leopold, 28 anos, foram brutalmente assassinados em sua própria casa. Agora, mais de dois anos após o terrível incidente, os quatro indivíduos acusados desses assassinatos enfrentarão o julgamento popular, marcado para 22 de setembro, às 9h, no salão do Tribunal do Júri da cidade. Por determinação judicial, todos os quatro permanecem sob prisão preventiva.

O crime ocorreu quando os agressores invadiram a residência do casal, os renderam e trancaram o filho de Vanessa em um quarto. Na entrada da casa, Adriano foi fatalmente atingido. Os criminosos utilizaram o carro de Vanessa, um Ônix vermelho, para transportá-la juntamente com o corpo de Adriano. De acordo com a acusação, Vanessa foi morta com um tiro na cabeça e seu corpo foi jogado de uma ribanceira com 60 metros de altura, a cerca de 10 quilômetros da residência onde vivia com o filho. O corpo de Adriano também foi lançado no mesmo local.

Em 9 de abril, apenas quatro dias após o crime, com a colaboração da Brigada Militar e da Polícia Civil, o veículo de Vanessa foi encontrado carbonizado na estrada de Caravaggio da 6ª Légua. Com o auxílio de Rudinei Obregon dos Santos, ex-namorado da vítima, que à época confessou o crime, a equipe composta por policiais e moradores da região localizou os corpos em 11 de abril. A operação de resgate foi tão desafiadora que um policial ficou ferido durante o processo.

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A suposta motivação por trás dos homicídios envolve uma dívida que o suposto mandante, Rudinei, tinha com a vítima. Durante o relacionamento, ela teria emprestado R$100 mil a ele. No entanto, Rudinei alega que esse dinheiro foi uma doação e, na época dos assassinatos, ele estava sendo pressionado por Adriano para pagar a dívida.

Os acusados enfrentam circunstâncias qualificadoras graves, incluindo a suspeita de que os crimes foram cometidos por motivos torpes, de promessa de recompensa e com o uso de recursos que dificultaram a defesa das vítimas. Isso porque os agressores supostamente agiram "à noite, em local afastado e ermo, adentraram a propriedade por uma via de acesso anormal (pelo meio de um milharal) e ingressaram na residência de Vanessa armados e em superioridade numérica, aniquilando qualquer possibilidade de as vítimas escaparem da ação".

Além das acusações de homicídio qualificado, os quatro réus também responderão pelo crime de ocultação de cadáver, enquanto um deles enfrentará a acusação adicional de porte ilegal de arma de fogo. As penas potenciais para cada homicídio variam entre 12 e 30 anos de prisão.

FONTE/CRÉDITOS: Da Redação