A prefeitura de Gramado decretou estado de calamidade pública na quinta-feira, em resposta às intensas chuvas que impactaram a cidade. A informação foi compartilhada durante uma coletiva realizada pela prefeitura na sexta-feira. Duas vítimas fatais foram registradas na região devido às enchentes, e um prédio na Ladeira das Azaléias, bairro Planalto, desabou.
O prefeito de Gramado, Nestor Tissot, explicou que o desabamento do prédio resultou dos problemas no solo causados pelas chuvas, indicando que o edifício estava no caminho das rachaduras. De acordo com o Corpo de Bombeiros, não houve vítimas, pois o prédio já havia sido evacuado no último sábado.
Embora a prefeitura afirmasse que o prédio estava interditado, havia residentes no local, e a responsabilidade pela permanência, mesmo após a orientação, recai sobre a parte sindical do condomínio.
Um total de 526 pessoas foram deslocadas de suas residências em Gramado, com 62 delas recebendo suporte em abrigos da prefeitura. No bairro Três Pinheiros, 120 famílias continuam fora de suas casas.
O estado de calamidade pública permite compras e obras públicas emergenciais, além de facilitar a formalização para o recebimento de recursos federais. O decreto está disponível no Diário Oficial da cidade.
O prefeito Tissot atribuiu os danos a um "fenômeno isolado", com o bairro Três Pinheiros sendo o mais afetado. Geólogos estão conduzindo pesquisas na cidade desde segunda-feira, e na próxima semana, cinco profissionais da área apresentarão resultados ao município.
Na segunda-feira, Tissot viajará para Brasília, buscando apoio financeiro do governo federal para o socorro à cidade. A possibilidade de retorno das pessoas à área é cogitada para segunda-feira.
As principais vias foram liberadas, e a área central não teria sido afetada. As atividades turísticas, comerciais, eventos e a programação do 38º Natal Luz de Gramado continuam conforme planejado.
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