O Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (CCFGTS) aprovou hoje, em Brasília, medidas para beneficiar as famílias do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV). O subsídio para unidades habitacionais foi aumentado e as taxas de juros foram reduzidas para famílias de baixa renda nas faixas 1 e 2 do programa.

O subsídio máximo para famílias de baixa renda, com renda mensal de até R$ 2.640 (faixa 1) e até R$ 4,4 mil (faixa 2), passou de R$ 47 mil para até R$ 55 mil. Essa mudança leva em consideração a renda familiar e a localização do imóvel. Com essa alteração, o limite de valor dos imóveis para as faixas 1 e 2 será de R$ 264 mil para municípios com população de 750 mil habitantes ou mais, R$ 250 mil para cidades com população entre 300 mil e 750 mil habitantes, R$ 230 mil para aquelas com população entre 100 mil e 300 mil habitantes, e R$ 200 mil para cidades com população inferior a 100 mil habitantes.

Além disso, o conselho aumentou o valor máximo dos imóveis que podem ser adquiridos por famílias com renda entre R$ 4,4 mil e R$ 8 mil (faixa 3), passando de R$ 264 mil para até R$ 350 mil em todos os estados.

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Estima-se que essas medidas resultem em 57 mil novas contratações na faixa 3, sendo 40 mil somente em 2023. Também é esperado um aumento de 12% nas contratações, com cerca de 330 mil unidades destinadas a famílias com renda de até R$ 3,3 mil. Para subsidiar essas iniciativas, o orçamento do FGTS destinado aos subsídios é de R$ 9,5 bilhões em 2023.

O conselho também revisou as taxas de juros para famílias com renda mensal de até R$ 2 mil. As taxas foram reduzidas de 4,25% para 4% ao ano nas regiões Norte e Nordeste, e de 4,5% para 4,25% ao ano nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.

FONTE/CRÉDITOS: Da Redação