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A 4ª Comissão Disciplinar do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) realizou nesta quinta-feira o julgamento dos oito atletas investigados pela Operação Penalidade Máxima, que trouxe à tona um esquema de apostas no futebol brasileiro. Esses jogadores já estavam suspensos preventivamente por 30 dias e agora tiveram suas penas definidas. O tribunal decidiu sobre as punições de Eduardo Bauermann (Santos), Fernando Neto (São Bernardo), Gabriel Tota (sem clube), Igor Cariús (Sport), Kevin Lomónaco (Bragantino), Matheus Gomes (sem clube), Moraes (Aparecidense-GO) e Paulo Miranda (sem clube).
Gabriel Tota, ex-Juventude, e Matheus Gomes, ex-Sergipe, foram os que receberam as punições mais severas. Ambos foram banidos do futebol, sendo que Tota ainda foi multado em R$ 30 mil e Gomes em R$ 10 mil. Por sua vez, Eduardo Bauermann, zagueiro do Santos, teve um alívio ao receber uma suspensão de 12 partidas. A pena poderia ter sido mais rigorosa, mas os auditores consideraram que ele não cumpriu integralmente o acordo com os apostadores, devolvendo o dinheiro recebido para a fraude, e mudaram a classificação das suas ações. Inicialmente enquadrado no artigo 243 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), Bauermann foi posteriormente enquadrado apenas no artigo 258, que trata de "assumir qualquer conduta contrária à disciplina ou à ética desportiva".
Além disso, Igor Cariús, lateral-esquerdo do Sport, foi o único absolvido pelos auditores, que não encontraram provas suficientes de sua participação no esquema de manipulação de partidas. Seu nome consta em conversas anexadas ao inquérito do Ministério Público de Goiás, mas seu advogado sustentou que não havia menções internas sobre ele ter recebido dinheiro e que não havia provas nos autos.
Os demais jogadores, Moraes, Fernando Neto e Kevin Lomónaco, receberam diferentes períodos de suspensão. Moraes foi punido com 760 dias de suspensão e multa de R$ 55 mil, Fernando Neto recebeu 380 dias de suspensão e multa de R$ 15 mil, enquanto Kevin Lomónaco teve uma suspensão de 380 dias e multa de R$ 25 mil. Paulo Miranda, por sua vez, foi suspenso por mil dias e multado em R$ 70 mil.
O julgamento foi conduzido pelo auditor-presidente da 4ª Comissão Disciplinar, e durou quase nove horas. Cabe ressaltar que a decisão proferida em primeira instância ainda pode ser objeto de recurso. O total de jogadores envolvidos nos esquemas de manipulação de partidas e apostas esportivas ainda está sob investigação, sendo que mais de 50 jogadores foram citados nos autos do processo.
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Quentuchas Notícias
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