Nesta sexta-feira (23), a Caixa Econômica Federal realizará o pagamento da parcela de junho do novo Bolsa Família aos beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 5. Essa será a primeira parcela que incluirá o novo adicional de R$ 50 destinado a famílias com gestantes e filhos de 7 a 18 anos.

Desde março, o Bolsa Família já oferece um adicional de R$ 150 para famílias com crianças de até 6 anos. Com a adição desses dois benefícios, o valor total do benefício pode chegar a R$ 900 para aqueles que atendem aos requisitos para receber ambos os adicionais.

O valor mínimo do benefício é de R$ 600, mas com a inclusão desses novos adicionais, o valor médio do Bolsa Família passa a ser de R$ 705,40, o maior da história do programa. Neste mês, o programa de transferência de renda do Governo Federal alcançará 21,2 milhões de famílias, representando um gasto total de R$ 14,97 bilhões, de acordo com informações do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social.

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No início deste ano, o programa social voltou a ser chamado de Bolsa Família. O valor mínimo de R$ 600 foi garantido após a aprovação da Emenda Constitucional da Transição, que permitiu um gasto adicional de até R$ 145 bilhões fora do limite estabelecido pelo teto de gastos para este ano. Desse valor, R$ 70 bilhões foram destinados para custear o benefício.

O pagamento do adicional de R$ 150 teve início em março, após o governo realizar uma revisão minuciosa do Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) a fim de eliminar fraudes. Segundo dados divulgados em abril, cerca de 2,7 milhões de pessoas com inconsistências no cadastro tiveram seus benefícios cortados.

Apesar do corte, foi estabelecido um prazo de 60 dias para que aproximadamente 1,2 milhão de pessoas que se cadastraram como famílias unipessoais no segundo semestre do ano passado regularizem sua situação e comprovem os requisitos necessários para retornar ao programa. A principal regra é que a renda mensal por pessoa na família seja de até R$ 218, calculada a partir da divisão da renda total pelo número de integrantes da família.

Outra novidade incorporada ao Bolsa Família em junho é o início da regra de proteção. Mesmo que a família consiga emprego e melhore sua renda, a nova regra permite que ela permaneça no programa por até dois anos, desde que cada membro receba um valor equivalente a até meio salário mínimo. Nesse caso, a família passa a receber 50% do valor do benefício ao qual teria direito.

No formato tradicional do Bolsa Família, o pagamento ocorre nos últimos dez dias úteis de cada mês. Os beneficiários podem consultar informações sobre as datas de pagamento, o valor do benefício e a composição das parcelas por meio do aplicativo Caixa Tem, utilizado para acompanhar as contas poupança digitais do banco.

Além disso, nesta sexta-feira, o Auxílio Gás também será pago às famílias cadastradas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) com NIS final 5. Com o valor de R$ 109 em junho, o benefício segue o mesmo calendário do Bolsa Família. O montante foi reduzido em relação a abril devido às recentes quedas no preço do botijão de gás.

Com previsão de duração até o final de 2026, o programa beneficia 5,62 milhões de famílias neste mês. Com a aprovação da Emenda Constitucional da Transição e da medida provisória do Novo Bolsa Família, o benefício será mantido em 100% do preço médio do botijão de 13 kg até o final do ano.

Para receber o Auxílio Gás, é necessário estar incluído no CadÚnico e ter pelo menos um membro da família que receba o Benefício de Prestação Continuada (BPC). A lei que criou o programa determina que mulheres responsáveis pela família e vítimas de violência doméstica tenham preferência no recebimento do benefício.

FONTE/CRÉDITOS: Da Redação