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Na noite de sexta-feira (31), o Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil (CAPSi) de Erechim recebeu crianças, adolescentes, famílias, profissionais de saúde mental, estagiários e acadêmicos de Psicologia da URI Erechim para uma festa de Halloween repleta de cores e alegria. Entre pequenos monstros, bruxas, heróis e fantasmas, a celebração foi muito mais do que um evento temático: marcou uma vivência comunitária de cuidado, liberdade e inclusão.
Segundo a equipe organizadora, gestos simples — como oferecer um sorriso, um doce ou uma brincadeira — reforçaram o tecido comunitário que sustenta o cuidado psicossocial, reafirmando o CAPSi como espaço de pertencimento, convivência e expressão.
Integração com a URI aproxima comunidade e fortalece formação acadêmica
A festa contou com a participação da turma do 2º semestre de Psicologia da URI Erechim, na disciplina de Psicologia do Desenvolvimento, ministrada pela psicóloga e secretária adjunta de Saúde, Juliana Deboni Conci. Para a docente, experiências em espaços como o CAPSi são fundamentais para a formação dos estudantes.
“Essas atividades permitem compreender o cuidado em liberdade — que vai além das paredes da clínica, acontecendo no território, no encontro com o outro. Na atenção psicossocial, cuidar também significa garantir o direito de brincar, conviver e experimentar. É na comunidade que o estudante entende que saúde mental se constrói na liberdade e na escuta do singular”, afirma Conci.
Famílias e estagiários reforçam vínculos e protagonismo
Estagiários de Psicologia participaram ativamente da organização, decoração e acolhimento das crianças, enquanto mães de usuários contribuíram com a caracterização das crianças e acompanhamento das atividades. Esses gestos reforçam o modelo de cuidado do CAPSi, baseado na construção compartilhada entre profissionais, famílias, estudantes e usuários.
Brincar como cuidado: expressão, liberdade e desenvolvimento
Entre “doces ou travessuras”, a festa destacou a infância como espaço de experimentação e autonomia. A coordenadora do CAPSi, Valéria Barancelli, explicou que a celebração teve também um significado simbólico.
“Ao trazermos nossos ‘monstros’ à luz, libertamo-nos da necessidade de parecer normais o tempo todo. Essa é a verdadeira inclusão: aceitar o que é diferente, em nós e no outro. Permitir que as crianças se expressem com alegria, barulho, fantasia ou travessura é reconhecer que o desenvolvimento emocional nasce do direito de ser inteiro”, afirmou Barancelli.
Cuidado em liberdade como política pública
A diretora de Saúde Mental da Prefeitura de Erechim, Janete Lazzari, destacou que o evento reforça o compromisso do município com um cuidado mais humano, comunitário e inclusivo.
“Quando celebramos a diferença e acolhemos a diversidade, abrimos caminho para um cuidado que respeita a singularidade de cada sujeito. Talvez o verdadeiro sentido do Halloween — e da clínica ampliada — seja esse: permitir-se ser inteiro, com luz e sombra, doçura e travessura”, comentou Lazzari.
O secretário de Saúde, Vianei Mueller, acrescentou que a iniciativa demonstra como políticas públicas de saúde mental vão além da assistência tradicional.
“Investir em saúde mental é investir em dignidade, inclusão e vida comunitária. O CAPSi mostra que o cuidado pode ser leve, criativo e profundamente humano. Quando as crianças brincam, as famílias se envolvem e a comunidade participa, estamos construindo saúde pública de verdade”, afirmou Mueller.
Entre risadas, abraços, pequenos sustos e muita criatividade, o CAPSi de Erechim encerrou a noite celebrando o que há de mais essencial: o encontro, a partilha e o direito de ser criança.
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Quentuchas Notícias
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