Em setembro, o índice de inflação registrou um aumento de 0,26%, ultrapassando em 0,03 ponto percentual a taxa de agosto, segundo o 1° Levantamento da Safra de Grãos 2023/24 divulgado pelo IBGE. O crescimento foi impulsionado pelo aumento de 2,80% no preço da gasolina, que contribuiu com 0,14 ponto percentual no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

No acumulado do ano, a inflação atingiu 3,50%, e nos últimos 12 meses, chegou a 5,19%, superando os 4,61% registrados no ano anterior. Em setembro de 2022, houve uma variação negativa de -0,29%.

André Almeida, gerente do IPCA, destacou a significativa contribuição da gasolina, o subitem com maior peso no IPCA, para o aumento em setembro. O grupo de Transportes teve o maior impacto positivo, com uma variação de 1,40%, sendo as passagens aéreas destacadas com uma variação de 13,47%.

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No grupo de Habitação, a energia elétrica residencial teve um aumento de 0,99%, influenciada por reajustes tarifários em áreas específicas da pesquisa. Já em Alimentação e bebidas, o grupo de maior peso no IPCA, houve uma deflação de 0,71%, contribuindo com -0,15 ponto percentual na taxa do mês. Os preços dos alimentos no domicílio diminuíram 1,02%, com destaque para batata-inglesa, cebola, ovo de galinha, leite longa vida e carnes, enquanto arroz e tomate registraram aumentos.

Na análise regional, Goiânia apresentou uma queda de -0,11%, influenciada pela deflação da energia elétrica residencial, enquanto São Luís registrou a maior variação, 0,50%, devido ao aumento nos preços da energia elétrica residencial e do arroz.

Porto Alegre apresentou uma variação de 0,18% em setembro, inferior à observada em agosto (0,24%), acumulando uma alta de 3,79% no ano e 5,60% nos últimos 12 meses, superando a média nacional (5,19%).

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de setembro também foi divulgado, com um aumento de 0,11%, abaixo da variação de agosto, que foi de 0,20%. O acumulado de 2023 do INPC é de 2,91%, e nos últimos 12 meses, registrou uma alta de 4,51%, acima dos 4,06% observados no período anterior. Em setembro de 2022, o índice foi de -0,32%. Os produtos alimentícios tiveram uma queda de 0,74%, enquanto os não alimentícios aumentaram 0,38%. Entre os índices regionais, cinco áreas registraram queda, com Goiânia apresentando o menor resultado de -0,28%, influenciado pela queda na energia elétrica residencial, e Rio Branco registrando a maior variação de 0,53%, impulsionada pelo aumento da gasolina.

FONTE/CRÉDITOS: Da Redação