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Ao término da Cúpula da Amazônia, agendada para os dias 8 e 9 deste mês em Belém (PA), espera-se que um acordo seja estabelecido entre os países amazônicos para evitar o ponto de não retorno na maior floresta tropical do mundo. Esse ponto de não retorno é caracterizado pelo momento em que a floresta perde sua capacidade de autorregeneração devido ao desmatamento, degradação e aquecimento global, o que a coloca em risco de entrar em um processo de desertificação.
Durante os Diálogos Amazônicos, realizado anteriormente em Belém, as ministras do Meio Ambiente e Mudança do Clima do Brasil, Colômbia e Peru - Marina Silva, Susana Muhamad e Nancy Chauca Vásquez, respectivamente - expressaram a importância de se tomar medidas conjuntas e regionais para proteger a Amazônia. Elas enfatizaram que a declaração final será proferida pelos presidentes dos países participantes, mas já existem pontos de acordo comuns nas discussões prévias.
A ministra da Colômbia, Susana Muhamad, destacou a relevância dos conhecimentos tradicionais nas discussões e ressaltou que, se a crise climática persistir, a Amazônia corre o risco de ser perdida. A busca por soluções abrange responsabilidades locais, nacionais, multilaterais e internacionais, com ênfase na cooperação entre os governos e as comunidades.
No contexto peruano, a ministra Nancy Chauca Vásquez mencionou o compromisso de seu país em combater os crimes ambientais, enfatizando a necessidade de trabalhar de forma multissetorial para fechar as lacunas em setores como educação, saúde, água, saneamento e energia limpa. A Amazônia desempenha um papel fundamental na geração de chuvas, com 75% do PIB da América do Sul sendo influenciado por esse fator.
O acordo a ser firmado entre os países amazônicos visa enfrentar conjuntamente os desafios ambientais e preservar a riqueza da floresta, reconhecendo sua importância para a biodiversidade, os povos originários e o equilíbrio ecológico regional e global. Com a colaboração mútua e ações decisivas, espera-se evitar o ponto de não retorno e garantir a proteção da Amazônia para as gerações futuras.
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Quentuchas Notícias
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