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O ataque que resultou na morte de uma criança e deixou outras três pessoas feridas nesta terça-feira (8), no município de Estação, no norte do Rio Grande do Sul, volta a colocar em evidência os casos de violência extrema registrados em escolas no país. Este é o segundo episódio no estado somente em 2025.
Em abril deste ano, uma professora de inglês foi esfaqueada por três adolescentes — dois meninos e uma menina, com idades entre 13 e 15 anos — na Escola Estadual de Ensino Fundamental João de Zorzi, em Caxias do Sul, na Serra Gaúcha. O ataque ocorreu pelas costas, no momento em que a docente entrava em sala de aula.
A violência em escolas não é um fenômeno novo. Em abril de 2023, quatro crianças e uma professora foram mortas após um homem invadir a creche Centro de Educação Infantil Cantinho Bom Pastor, em Blumenau (SC), armado com uma machadinha.
Outro caso de grande repercussão ocorreu em março de 2019, em Suzano (SP), quando dois jovens armados invadiram a Escola Estadual Raul Brasil e mataram sete pessoas — cinco alunos e duas funcionárias. Após o massacre, um dos autores matou o comparsa e cometeu suicídio. Antes de chegarem à escola, os dois haviam assassinado um comerciante da região.
Dados revelam avanço da violência nas escolas
Segundo levantamento da associação civil D³e (Dados para um Debate Democrático na Educação), entre janeiro de 2001 e dezembro de 2024 foram registrados 42 ataques com violência extrema em instituições de ensino no Brasil.
O dado mais preocupante: 27 desses ataques (64,2%) ocorreram entre março de 2022 e dezembro de 2024, revelando uma concentração recente e preocupante dos casos. Ainda assim, 2024 foi o ano com menos registros do período, com cinco episódios.
O estudo aponta um total de 44 mortos — entre eles, 32 alunos, seis funcionários e seis agressores que cometeram suicídio — e 113 pessoas feridas.
Dos 42 ataques registrados:
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33 (78,6%) foram classificados como ataques ativos, com a intenção de atingir o maior número possível de vítimas;
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9 (21,4%) foram direcionados a alvos específicos.
A maioria dos ataques ocorreu em escolas com alunos de nível socioeconômico médio, médio-alto ou alto, o que representa 81,4% dos casos.
O estado de São Paulo lidera o ranking, com 10 ataques, seguido por Rio de Janeiro e Bahia, ambos com cinco casos.
Em relação aos autores:
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78% eram menores de 18 anos;
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Entre os 45 envolvidos, apenas uma era mulher — uma estudante de 19 anos que, em dezembro de 2024, baleou um colega em uma escola de Natal (RN). Ninguém morreu, e ela respondeu criminalmente como adulta.
Ao todo, foram atingidas 43 instituições de ensino, sendo:
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23 escolas estaduais,
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13 municipais,
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7 particulares.
Um dos autores atacou duas escolas diferentes em Aracruz (ES).
A escalada da violência em ambientes escolares tem mobilizado autoridades, educadores e famílias, que cobram medidas preventivas mais eficazes e ações integradas para proteger a comunidade escolar.
Fonte: Ataques de Violência Extrema em Escolas no Brasil (2025), D³e
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Quentuchas Notícias
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