O dólar iniciou em alta na sexta-feira, atingindo a marca de R$ 5,0020 e posteriormente enfraqueceu, fechando a R$ 4,9680, com uma queda moderada de 0,27%. Operadores notaram influxo comercial ao atingir R$ 5,00 e redução parcial de posições defensivas, além de lucros futuros. Apesar da redução no dia, o dólar registrou ganhos semanais de 1,30% e acumulou uma valorização de 5,04% em agosto, embora mantenha queda de 5,91% no ano. O Ibovespa teve sua primeira alta em agosto, encerrando uma sequência histórica de quedas.

O comportamento do real refletiu a dinâmica global dos mercados de moedas, com o dólar enfraquecendo em relação a muitas moedas emergentes e de exportadores de commodities, embora o peso colombiano e chileno tenham depreciado. As taxas dos Treasuries longos recuaram levemente, permitindo uma recuperação parcial dos ativos de risco.

A recuperação dos preços das commodities também beneficiou o real, impulsionada por medidas de investimento estrangeiro da China. Os preços do minério de ferro aumentaram quase 3% em Dalian, enquanto os contratos futuros de petróleo tiveram um avanço modesto.

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Apesar do alívio momentâneo, a incerteza persiste devido à economia global e ao cenário político local. O Ibovespa encerrou a sequência de quedas com um aumento de 0,37%, interrompendo quatro semanas consecutivas de retração. No entanto, o índice teve uma queda semanal de 2,25%, resultando em perdas acumuladas de 5,36% no mês e um avanço limitado de 5,17% no ano. O setor financeiro sustentou o Ibovespa, enquanto as ações da Vale sofreram baixas. O cenário político e econômico continua influenciando as tendências do mercado.

As ações de grandes bancos subiram moderadamente, contribuindo para o fechamento positivo do Ibovespa, apesar da baixa das ações da Vale. O dólar continuará sensível a fatores internos e externos, enquanto o mercado de ações permanecerá influenciado por desenvolvimentos políticos e econômicos.

FONTE/CRÉDITOS: Da Redação