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A Polícia Civil do Paraná investiga o caso em que um policial civil de folga atirou contra um cliente dentro do banheiro de um bar em Curitiba, na noite de sexta-feira (26). Nesta segunda-feira (29), a filha da vítima, Julia Antunes, que mora em Erechim, falou com jornalistas e cobrou responsabilização: “Quero justiça”.
O pai dela, Antônio Carlos Antunes, de 51 anos, está internado em estado grave no Hospital Universitário Evangélico Mackenzie. Ele foi atingido por um disparo após uma discussão com o policial civil, que não foi preso.
“O tiro não foi à distância. O tiro foi à queima-roupa. E ele falou que mirou no pé do meu pai, mirou no pé do meu pai? Se tivesse mirado no pé do meu pai, a bala não ia ter passado pelo pulmão, pelo coração e parado embaixo”, denunciou Julia, indignada com a versão do policial que alegou ter mirado nas pernas.
Julia Antunes relatou com emoção o estado crítico do pai, afirmando que já recebeu dos médicos a notícia de que pode perdê-lo.
“O estado de saúde dele é muito grave, não é sensacionalismo. Ontem saí do hospital com a pior notícia do mundo: o médico disse que não sabe nem se ele consegue sair da UTI e chegar ao bloco cirúrgico. O risco de infecção generalizada é enorme. Mas a gente tem fé de que ele vai sair dessa, porque ele acredita muito na vida dele”, disse.
A jovem também fez um apelo por justiça. “Quero que ele [o policial] pague pelo que fez da forma correta. Que a Justiça seja feita. Um cara desses não tem psicológico para andar com uma arma, isso ficou muito claro”, desabafou.
Como tudo começou
De acordo com relatos, a briga teria começado por causa de um copo deixado por Antônio Carlos sobre a pia do banheiro, tradicional estabelecimento no Centro da capital. O policial teria retirado o copo, dando início a uma discussão.
A defesa do agente afirma que Antunes reagiu e agrediu o policial, que, após se identificar como policial, decidiu efetuar um único disparo. O advogado do policial, Heitor Luiz Bender, sustenta que seu cliente agiu em legítima defesa.
Já a advogada da família da vítima, Caroline Mattar Assad, contesta essa versão e afirma que não há indícios que sustentem a tese de legítima defesa.
Desdobramentos
Após o ocorrido, o policial foi atendido no Hospital Cajuru e recebeu alta. Ele prestou depoimento e foi liberado, já que o delegado de plantão entendeu que não havia motivo para prisão em flagrante.
Antônio Carlos passou por cirurgia e deve ser submetido a um novo procedimento assim que houver melhora no quadro clínico.
Investigações e perícia
A Polícia Científica realizou perícia no local. A Corregedoria da Polícia Civil acompanha o caso.
Em Curitiba, uma lei municipal de 2015 proíbe o consumo de bebidas alcoólicas por pessoas armadas. Testemunhas relataram que o policial havia ingerido álcool no bar antes do disparo.
Posição do estabelecimento
Em nota, a direção do Barbaran confirmou o incidente, informou que acionou imediatamente as autoridades e entregou as imagens das câmeras de segurança à polícia. O estabelecimento pediu desculpas aos clientes que presenciaram o episódio, classificando o ocorrido como traumático, e reforçou seu compromisso com a segurança de frequentadores e funcionários.
Publicado por:
Quentuchas Notícias
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