A região de Santa Rosa, principal produtora de milho do Rio Grande do Sul, deve cultivar 137,5 mil hectares na safra de verão 2025/2026, com rendimento médio projetado em 8.240 kg/ha. Segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado nesta quinta-feira (4), grande parte das lavouras semeadas na segunda quinzena de agosto encontra-se em fase inicial de emergência, com bom desenvolvimento nas áreas plantadas antecipadamente.

Os dados fazem parte do levantamento de área para a projeção inicial da safra, apresentado pela Emater/RS-Ascar na última terça-feira (2), durante o Café da Manhã com a Imprensa na 48ª Expointer, em Esteio. O estudo considerou informações de 490 municípios gaúchos, que representam entre 95% e 100% da área cultivada no Estado. Os números preliminares apontam expansão do milho grão e do milho silagem, estabilidade na soja e redução em arroz e feijão da primeira safra.

Para o milho grão, a área prevista é de 785 mil hectares, com produtividade estável em 7.376 kg/ha, resultando em produção estimada de 5,79 milhões de toneladas — um crescimento de 9,45% sobre a safra anterior. O aumento é atribuído à boa rentabilidade obtida no último ciclo, a programas de incentivo, ao potencial para cultivos sucessivos e à manutenção de preços em patamar superior ao do ano passado.

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O avanço da semeadura varia conforme as regiões, em função do solo, relevo e clima. As chuvas registradas em agosto e no início de setembro garantiram boa umidade, favorecendo a germinação, enquanto a elevação das temperaturas tem acelerado o desenvolvimento inicial das plantas.

Na região administrativa de Caxias do Sul, estão previstos 93 mil hectares de milho, com produtividade média de 7.546 kg/ha. Já nos Campos de Cima da Serra, o plantio deve iniciar apenas no fim de setembro e se concentrar em outubro. Nos Aparados da Serra, por conta da altitude e do frio, a maior parte das áreas será implantada em novembro.

Para o milho silagem, a Emater projeta crescimento de quase 3% na área cultivada, chegando a 366 mil hectares, com produtividade média superior a 38 mil kg/ha. A produção deve alcançar 14 milhões de toneladas, um avanço de 8,29% sobre a safra passada. O aumento é explicado pela importância do alimento na alimentação dos rebanhos em períodos de estiagem e pela atuação de produtores voltados à venda para mercados regionais, inclusive para bovinos de corte.

FONTE/CRÉDITOS: Ascom Emater/RS-Ascar