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Desde o início da campanha de vacinação contra a dengue no Brasil, em dezembro de 2023, os sistemas de farmacovigilância do Ministério da Saúde registraram 529 notificações de eventos possivelmente associados à Qdenga. Esse número representa apenas 0,14% do total de doses aplicadas, que já ultrapassam 365 mil. É importante destacar que a grande maioria dos eventos reportados (mais de 80%) são leves e corriqueiros, como:
- Dor de cabeça: um sintoma comum que geralmente desaparece em poucas horas.
- Febre: pode ser facilmente controlada com antitérmicos como paracetamol ou ibuprofeno.
- Dor no local da aplicação: geralmente leve e passageira, pode ser aliviada com compressas frias.
- Vermelhidão e coceira: reações comuns que geralmente se resolvem sozinhas em poucos dias.
Em 70 casos (13%) foram observadas reações alérgicas, a maioria de curta duração e sem gravidade. As reações alérgicas mais comuns incluem:
- Urticária: erupções cutâneas com coceira que geralmente desaparecem em poucas horas.
- Tosse e broncoespasmo: podem ser tratados com medicamentos broncodilatadores.
Foram registrados 16 casos de anafilaxia (reação alérgica grave), dos quais 3 evoluíram para choque. A anafilaxia é uma reação rara, mas potencialmente grave, que pode ocorrer minutos após a administração da vacina. Todos os pacientes que apresentaram anafilaxia foram atendidos prontamente e se recuperaram completamente. É importante ressaltar que, embora rara, a anafilaxia pode ser tratada com sucesso se for identificada e tratada rapidamente.
O diretor do Departamento do Programa Nacional de Imunização, Eder Gatti, ressalta que o número de eventos é "extremamente baixo" e que a vacina Qdenga é segura e eficaz. "Todas as reações foram de curto intervalo de tempo após a vacinação e não houve óbitos", afirma Gatti. Ele também destaca que a maioria dos eventos reportados eram leves e esperados, e que os benefícios da vacinação contra a dengue superam em muito os riscos.
Gatti informa que o paciente mais novo que registrou notificação de reação adversa da vacina tem 4 anos e o mais velho, 21 anos. Os casos estão distribuídos em mais de um município e não há qualquer relação com um lote específico do imunizante.
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Quentuchas Notícias
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