O ex-vice-presidente jurídico do Sport Club Internacional, Marcelo Domingues de Freitas e Castro, foi condenado a 16 anos, quatro meses e 20 dias de prisão, além de multa. A sentença foi proferida nesta terça-feira (8) e ele foi considerado culpado por apropriação indébita e lavagem de dinheiro.

Cesar Cabral, ex-dirigente do Sindicato dos Estabelecimentos de Cultura Física do Rio Grande do Sul (Sindiclubes-RS), também recebeu uma condenação. Ambos foram julgados pela 2ª Vara Estadual de Processo e Julgamento dos Crimes de Organização Criminosa e Lavagem de Dinheiro do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul.

A RBS TV tentou contato com a defesa de Marcelo Castro, mas não obteve resposta até a última atualização da matéria. A reportagem também não conseguiu localizar a defesa de Cesar Cabral, mas mantém o espaço aberto para um pronunciamento.

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Segundo o Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), representado pelo promotor Flávio Duarte, os réus foram condenados por apropriação indébita em 21 ocasiões e lavagem de capitais em 14, referentes a crimes cometidos entre março e dezembro de 2016, período em que Castro esteve na gestão do clube.

Ambos devem cumprir as penas em regime fechado, mas poderão responder em liberdade enquanto recorrem da decisão.

A condenação é fruto das investigações da Operação Rebote, conduzidas pela Promotoria de Justiça Especializada Criminal de Porto Alegre. O MPRS apurou que os condenados se apropriaram indevidamente de mais de R$ 1,1 milhão. O juiz Ricardo Petry Andrade destacou que "os valores foram destinados a pessoas físicas ligadas a eles e a empresas associadas ao réu Marcelo, sem qualquer justificativa em negócios jurídicos."

Outras Condenações

A Operação Rebote já havia condenado, em março deste ano, o ex-presidente do Internacional, Vitorio Piffero, e o ex-dirigente Pedro Affatato, além de um representante de construtoras, um engenheiro vinculado ao clube e um contador, todos por desvio de mais de R$ 13 milhões.

Piffero recebeu uma pena de 10 anos e seis meses em regime fechado por estelionato e organização criminosa, enquanto Pedro Affatato, que era vice-presidente de Finanças do Inter, foi condenado a 19 anos e 8 meses em regime fechado por estelionato, organização criminosa e lavagem de dinheiro.