O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, reconheceu a "necessidade" e a "possibilidade real" de reintroduzir o horário de verão já em novembro deste ano. A medida foi suspensa em 2019 por Jair Bolsonaro (PL), que argumentou que não havia benefícios na mudança de horário durante os meses com maior incidência de luz solar.
"Essa é uma possibilidade concreta. A decisão ainda não foi tomada, mas já me reuni com as empresas aéreas. Se nada mudar no cenário atual nos próximos dias, a necessidade do horário de verão para novembro pode se tornar bastante urgente", afirmou Silveira.
Ele destacou que "só percebemos a importância da energia quando ela falta" e lembrou que enfrentamos a maior crise hídrica dos últimos 74 anos.
O ministro já havia enfatizado anteriormente a relevância do horário de verão para garantir energia no chamado "horário de ponta", que ocorre entre 18h e 20h. A mudança de horário é vista como uma estratégia para aliviar a pressão sobre o sistema elétrico durante alguns meses.
O vice-presidente Geraldo Alckmin também é favorável ao retorno do horário de verão, classificando-o como uma "boa alternativa". "Não vai faltar energia, mas precisamos que todos contribuam. O horário de verão pode ser uma boa maneira de economizar energia", disse ele.
A decisão final sobre a reintrodução do horário de verão caberá ao Executivo, sendo avaliada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Historicamente, antes do governo Bolsonaro, o horário de verão começava em outubro ou novembro e geralmente terminava em fevereiro.
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