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Após investigação conduzida pela Polícia Civil e análise de diversas evidências na manhã desta sexta-feira (25), foi concluído que o incêndio fatal que resultou na morte de 10 pessoas e deixou outras 11 feridas em uma pousada de Porto Alegre não foi provocado intencionalmente.
O delegado Leandro Bodoia, encarregado do caso, relata que testemunhas e provas indicam que um morador da pousada tentou extinguir o fogo utilizando um colchão, que acabou pegando fogo e as chamas se espalharam ao atingir uma parede de madeira.
"A investigação não encontrou qualquer indício de incêndio criminoso. Um morador tentou apagar as chamas usando um colchão, mas ao virá-lo, as chamas se propagaram ao entrar em contato com a parede de madeira", detalha Bodoia.
Essa versão contrasta com a posição da Defesa Civil, que não descarta a possibilidade de incêndio provocado intencionalmente. O Instituto-Geral de Perícias (IGP) está encarregado de determinar as causas precisas do incidente.
A origem do incêndio ainda não foi esclarecida. Os bombeiros acreditam que as chamas se espalharam rapidamente devido à proximidade dos quartos da pousada. Essa configuração dificultou a evacuação de pessoas do local.
O incêndio ocorreu na Avenida Farrapos, entre as ruas Garibaldi e Barros Cassal, no sentido Centro-bairro. Os bombeiros foram chamados por volta das 2h e conseguiram controlar as chamas por volta das 5h. As vítimas foram encontradas em diferentes andares do prédio: duas no primeiro, cinco no segundo e três no terceiro.
Onze pessoas foram resgatadas pelos bombeiros e pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Elas foram encaminhadas para os hospitais de Pronto-Socorro e Cristo Redentor para receberem tratamento médico.
Segundo informações da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), seis pacientes estão no Hospital de Pronto-Socorro, sendo que quatro estão em estado grave, duas delas entubadas e uma passando por cirurgia, enquanto outra recebe atendimento por inalação de fumaça. No Hospital Cristo Redentor, há três pacientes, um deles com queimaduras em 20% do corpo, outro com lesão no tornozelo, e informações não divulgadas sobre o terceiro.
A pousada, que abrigava pessoas em situação de vulnerabilidade social, operava sem os devidos documentos legais, como alvará e plano de proteção contra incêndios, conforme divulgado pelos bombeiros. A Prefeitura de Porto Alegre informou que 16 das 30 pessoas presentes no local eram mantidas com recursos públicos.
Informações G1.
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Quentuchas Notícias
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