Diante dos rumores sobre a oferta de um novo serviço da Starlink que permitiria conexão gratuita à internet em áreas sem cobertura de operadoras, a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) esclareceu que a empresa de Elon Musk não está autorizada a operar esse tipo de serviço no Brasil.

A tecnologia em questão, chamada "Direct-to-Device" (ou "Direct to Cell"), promete levar conexão direta a celulares em regiões remotas, onde a infraestrutura tradicional – como torres e antenas – não alcança. Inicialmente, o recurso permite o envio de mensagens de texto e localização, mesmo sem sinal convencional.

O sistema já está em operação em países como Estados Unidos e Nova Zelândia, por meio de parcerias com operadoras locais, e está em fase de testes em Austrália, Canadá, Chile e Japão.

Leia Também:

Por que o serviço não está disponível no Brasil?

Segundo a Anatel, a Starlink ainda não possui a autorização necessária para oferecer conectividade direta a celulares no território brasileiro. Em nota oficial, a agência afirma:

“A tecnologia Direct to Cell (ou Direct to Device) pode representar um avanço significativo na cobertura de telefonia móvel. Reconhecendo esse potencial, a Agência tomou a iniciativa de promover um ambiente propício à experimentação dessa tecnologia, estabelecendo um Sandbox regulatório que favorece arranjos técnicos nesse sentido.”

Apesar disso, a Starlink já atua no Brasil com seus planos de banda larga via satélite para residências, empresas e áreas rurais, serviço diferente do modelo "Direct-to-Device", que exige outro tipo de infraestrutura e regulamentação.

A Anatel reforça que, para prestar serviço móvel no Brasil, é preciso uma outorga específica e autorização para uso de radiofrequências destinadas ao serviço celular. Até o momento, a empresa não obteve essas licenças.

FONTE/CRÉDITOS: Redação