O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu na quinta-feira, 8 de agosto de 2024, expulsar a embaixadora da Nicarágua no Brasil, Fulvia Patricia Castro Matus. A medida é uma retaliação à expulsão do embaixador brasileiro na Nicarágua, Breno de Souza Brasil Dias da Costa, que foi declarado persona non grata pelo governo de Daniel Ortega. A Nicarágua alegou que a decisão foi motivada pela ausência do diplomata em um evento oficial, dando-lhe um prazo de 15 dias para deixar o país.

A ausência de Breno Costa na celebração dos 45 anos da Revolução Sandinista, realizada em 19 de julho, foi citada como o motivo para a sua expulsão. O evento, que ficou marcado pela ausência de chefes de Estado e delegações diplomáticas, parece ter sido um ponto de atrito.

As relações entre Lula e Ortega, que já foram amistosas, esfriaram recentemente devido às críticas de Lula ao governo autoritário de Ortega. Em entrevista a jornalistas em Manágua no dia 22 de julho, Lula revelou que Ortega não atendia suas ligações desde junho do ano anterior. Além disso, pouco antes, o papa Francisco havia solicitado a Lula que intercedesse pela liberação do bispo de Matagalpa, monsenhor Rolando Álvarez, condenado a 26 anos de prisão por "traição contra o país". O religioso está atualmente exilado em Roma desde janeiro deste ano.

Lula lamentou a situação e destacou seu apoio à alternância no poder, mas confirmou que, devido à falta de comunicação, não voltou a conversar com Ortega.

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FONTE/CRÉDITOS: Redação