Espaço para comunicar erros nesta postagem
O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, optou por não participar da Cúpula da Amazônia, um evento dedicado à discussão sobre a preservação da floresta, que tem seu início oficial nesta terça-feira, na cidade de Belém, no Pará. Esse encontro marcaria a segunda visita de Maduro ao Brasil este ano, após sua presença no país no final de maio para um encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A programação da cúpula na capital paraense tem previsão de começar com a presença de outros líderes internacionais.
Apesar de ainda não ter sido confirmada oficialmente, a razão por trás do cancelamento da participação de Maduro permanece desconhecida. O presidente Lula, já presente em Belém, aguarda a chegada dos presidentes Luis Arce (Bolívia), Gustavo Petro (Colômbia), Irfaan Ali (Guiana) e Dina Boluarte (Peru), além de representantes enviados por Equador, Suriname, Venezuela e França (representando a Guiana Francesa).
Durante esta terça e quarta-feira, a agenda estará repleta de encontros bilaterais entre os países membros da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA). Além disso, é esperada a apresentação da Declaração de Belém, na qual os oito países detentores da floresta firmarão seu compromisso com a preservação desse importante bioma. No segundo dia do evento, estão programados debates com convidados de nações que não fazem parte da OTCA, como a República do Congo, a República Democrática do Congo, Indonésia e São Vicente e Granadinas.
No contexto da divulgação do balanço do evento "Diálogos Amazônicos", que antecedeu a Cúpula da Amazônia, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, salientou que, mesmo que as metas de redução do desmatamento sejam alcançadas, é crucial interromper a emissão de gases provenientes de combustíveis fósseis, a fim de evitar prejuízos à Amazônia.
A ministra enfatizou sua posição durante a divulgação do balanço do evento "Diálogos Amazônicos", que antecedeu a Cúpula da Amazônia. A questão do petróleo tem sido delicada para o governo devido aos planos da Petrobras de explorar esse recurso na foz do Rio Amazonas. Ambientalistas se manifestam contra o projeto, argumentando que ele pode causar danos ambientais irreparáveis à floresta.
"É importante reconhecer que precisamos trabalhar em um contexto multilateral global. Mesmo que consigamos reduzir o desmatamento em 100%, a Amazônia ainda será prejudicada se o mundo não cessar a emissão de gases provenientes de combustíveis fósseis. Nossos líderes estão conscientes dessa necessidade", afirmou Marina.
Publicado por:
Quentuchas Notícias
Quentuchas nasceu em 16 de janeiro de 2021, com o propósito de trazer sempre informações com qualidade, agilidade, em primeira mão de Erechim e mundo.
Saiba Mais
Comentários