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A mãe e os dois tios que simularam o sequestro do pequeno Miguel Carvalho dos Santos, de apenas dois anos, na zona Sul de Porto Alegre, enfrentarão o processo criminal em liberdade. A decisão foi anunciada pela Polícia Civil durante uma coletiva realizada nesta segunda-feira. O Núcleo de Gestão Estratégica do Sistema Prisional (NUGESP) recusou o pedido de prisão preventiva, que havia sido solicitado pela polícia e endossado pelo Ministério Público, mesmo após o trio ter sido preso em flagrante.
A delegada Caroline Bamberg Machado, diretora da Divisão Especial da Criança e Adolescente (DECA), explicou que, embora tenha sido requerida a prisão preventiva, os três foram liberados apenas um dia após a prisão em flagrante. Durante a investigação, eles confessaram o planejamento do crime aos policiais, mas permaneceram em silêncio durante a audiência de custódia.
Na última sexta-feira, Angela Carvalho, a mãe de Miguel, utilizou as redes sociais para alegar que seu filho havia sido sequestrado por homens que estavam em um Sandero Branco, no bairro Campo Bom. Ela compartilhou sua angústia, pedindo ajuda e informações sobre o paradeiro de Miguel.
De acordo com a delegada Camila Defaveri, titular da 1ª DP da Criança e do Adolescente, Angela atribuiu a autoria do sequestro ao ex-cunhado, alegando também ter recebido mensagens ameaçadoras do suposto sequestrador. O ex-cunhado, que havia sido detido anteriormente por violência doméstica, foi solto um dia antes do suposto sequestro.
No entanto, as investigações revelaram que as informações não coincidiam e que o chip do celular utilizado nas ameaças pertencia à tia da criança. Angela, a tia de Miguel de 32 anos, e o companheiro dela, de 30 anos, em conluio com Angela, planejaram e executaram o falso sequestro.
Os familiares de Miguel conduziram a polícia até o local onde a criança estava. O imóvel, localizado no bairro Restinga, pertencia a um casal conhecido da família, que recebeu R$ 300 para cuidar da criança por dois dias. Os proprietários da residência afirmaram desconhecer o crime e, portanto, não foram detidos, mas serão investigados no âmbito do inquérito policial.
No sábado, após a confissão do crime, Angela, sua irmã e o companheiro desta última foram presos em flagrante por denunciação caluniosa e associação criminosa. Além disso, foram enquadrados no artigo 232 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que tipifica como crime submeter crianças ou adolescentes a vexame ou constrangimento.
Com exceção da mãe de Miguel, os outros dois envolvidos já tinham registros criminais. No entanto, no domingo, mesmo após a confissão do crime, os três foram soltos. Apesar da libertação do trio, Miguel e seu primo permanecerão sob os cuidados da avó materna.
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Quentuchas Notícias
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