O incêndio persiste com intensidade, ultrapassando 24 horas desde o seu início, afetando uma distribuidora de combustíveis em Chapecó, no Oeste de Santa Catarina. A empresa, que abriga 13 tanques de combustíveis, enfrenta a destruição de quatro deles, contendo aproximadamente dois milhões de litros de diesel, gasolina e álcool.

A abordagem estratégica do Corpo de Bombeiros concentra-se no resfriamento e na proteção dos outros nove tanques. Atualmente, três desses reservatórios, totalizando cerca de três milhões de litros de combustíveis, estão em proximidade direta ao foco do incêndio, encontrando-se em risco iminente.

Luciano Huning, coordenador da Defesa Civil de Chapecó, destaca a dificuldade de combater um sinistro dessa magnitude, considerando a temperatura de combustão superior a 500 graus. O foco principal é manter os tanques refrigerados, utilizando milhões de litros de água constantemente.

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No que se refere à proteção dos nove tanques restantes, acredita-se, inicialmente, que a situação está controlada, devido à rotatividade e organização das carretas, bem como ao posicionamento estratégico dos bombeiros.

O combate ao incêndio mobiliza atualmente oito caminhões do Corpo de Bombeiros, provenientes de diversas cidades da região oeste, como Chapecó, Xaxim, Xanxerê, Pinhalzinho, Maravilha, Concórdia e Seara. A movimentação constante no local inclui abastecimento de água e diesel para garantir o deslocamento eficiente das equipes.

Uma coluna de fumaça densa e tóxica continua a se dissipar na direção leste-oeste. A Defesa Civil emitiu um alerta à população para evitar contato com o material, recomendando precauções, como o uso de máscaras, especialmente para crianças, idosos e pessoas com problemas respiratórios.

O incêndio teve início em um caminhão que descarregava 76 mil litros de combustíveis e se propagou para parte dos tanques de armazenamento. O motorista do veículo conseguiu escapar ileso, e os funcionários da distribuidora evacuaram o local antes que as chamas se alastrassem. A empresa, localizada no Distrito de Marechal Bormann, afastada do centro da cidade, às margens da SCT-480, que conecta Santa Catarina ao Rio Grande do Sul, enfrenta um desafio contínuo para controlar o incidente.

FONTE/CRÉDITOS: Da Redação