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Durante a cerimônia do Dia do Exército na sexta-feira (19), o Comandante do Comando Militar do Sul (CMS), general Hertz Pires do Nascimento, anunciou que o Rio Grande do Sul enviará tropas para substituir o contingente destacado para a fronteira do Brasil com a Venezuela e a Guiana em maio.
Nos últimos meses, o Exército Brasileiro reforçou sua presença em Roraima devido à ameaça da Venezuela de reivindicar a província de Essequibo, rica em petróleo e historicamente disputada pelos dois países. Para isso, o ministério da Defesa decidiu aumentar a presença militar na região, incluindo a substituição do contingente atual do CMS por tropas gaúchas.
O contingente enviado pelo Rio Grande do Sul é composto por cerca de 150 militares da 6ª Divisão de Exército, oriundos de unidades em Santana do Livramento, Bagé e Jaguarão, cidades fronteiriças com o Uruguai. Esse envio faz parte de um rodízio determinado pela cúpula do Exército.
Além das tropas, veículos blindados, incluindo um grupamento de 28 blindados, foram enviados para reforçar a fronteira com a Guiana, partindo do Mato Grosso do Sul. A Operação Roraima, que visa aumentar a presença militar no norte do país, prevê o aumento em 10% do efetivo de tropas no Comando Militar do Norte e no Comando Militar da Amazônia.
Embora possa surpreender a presença de blindados na região amazônica, a geografia semelhante à do Rio Grande do Sul, com vastos campos, torna o uso de carros de combate eficaz para patrulhamento. A transformação da unidade militar de Roraima de esquadrão para regimento está prevista para 2025, aumentando seu efetivo para cerca de 600 militares de Cavalaria Mecanizada, três vezes o contingente original.
A escalada de tensões entre Venezuela e Guiana devido à disputa pelo território de Essequibo levou ao deslocamento de tropas e equipamentos militares para Roraima. Em dezembro de 2023, os eleitores venezuelanos aprovaram, em referendo, a incorporação de Essequibo, desencadeando um conflito enraizado desde o século 19, quando o território foi entregue à Grã-Bretanha. A Venezuela não reconhece essa decisão e considera a região "em disputa".
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Quentuchas Notícias
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