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Cássia revelou que desde a infância apresentava claros sinais de autismo, conforme compreensão atual do Transtorno do Espectro Autista (TEA), mas na década de 1980 isso não era reconhecido. Vivera 43 anos sem saber que era autista. Antes de receber o diagnóstico de TEA de nível 1, Cássia passou por diversos tratamentos com medicamentos fortes para várias condições mentais e emocionais. Ela salienta que ainda falta aos profissionais o reconhecimento de que o autismo também afeta adultos, e que as manifestações do TEA podem diferir do que é observado em crianças.
Atualmente, com cerca de um ano de diagnóstico, Cássia finalmente começou a aceitar suas dificuldades e a enxergar-se como uma pessoa vitoriosa, contrapondo-se à autopercepção anterior de ser "fresca e incompetente". Apesar das dificuldades enfrentadas ao longo do caminho, ela alcançou essa nova perspectiva sem ajuda profissional especializada, aprendendo a perdoar sua infância e a aceitar suas peculiaridades.
Para Cássia, o maior desafio do diagnóstico tardio é o luto pela perda da "persona" que construíra ao longo dos anos. Ela descreve o processo de aceitação como simbolicamente "enterrar" a pessoa que imaginava ser e gostava de interpretar. Esse processo incluiu o reconhecimento de que nunca desistiu de buscar uma normalidade que acreditava alcançável através de um diagnóstico e tratamento adequados.
Diante da escassez de informações sobre o autismo em adultos e da necessidade de compartilhar suas experiências após o diagnóstico de TEA, Cássia criou o canal "Literalmente Autismo" nas redes sociais. Inicialmente, utilizou-o como um espaço para desabafar durante o processo de investigação do diagnóstico, mas depois optou por continuar compartilhando informações e ajudando outras pessoas a encontrar respostas e paz.
Com uma comunidade de quase 120 mil seguidores nas redes sociais, Cássia sente-se parte de uma comunidade pela primeira vez na vida, encontrando apoio e compreensão em pessoas que compartilham suas experiências. Seu objetivo é promover maior entendimento sobre o autismo, desmistificando a ideia de que se limita às crianças pequenas e destacando a diversidade de pessoas autistas em todas as idades e contextos sociais.
Apesar de compartilhar suas experiências, Cássia ressalta a importância de evitar o autodiagnóstico, já que entender o autismo é uma questão complexa que demanda avaliação profissional especializada. Ela espera que sua influência nas redes sociais ajude a quebrar estigmas e fornecer informações precisas sobre o autismo, incentivando as pessoas a buscar apoio adequado quando necessário.
Informação Metrópoles.
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Quentuchas Notícias
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