Na tarde desta segunda-feira, 26 de maio, um homem morreu após ser picado por uma cobra na localidade de Capão Grande, no interior do município de Campo Novo, no noroeste do Rio Grande do Sul.

Segundo informações preliminares, a vítima estava dentro de um galpão quando foi atacada pela serpente. Ainda não há confirmação oficial sobre a espécie envolvida no incidente.

O homem chegou a ser socorrido, mas já deu entrada sem vida na Unidade Básica de Saúde (UBS) de Campo Novo. O corpo foi encaminhado para necropsia no município de Palmeira das Missões. A Polícia Civil está investigando o caso para esclarecer as circunstâncias exatas da morte.

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Aumento no número de cobras venenosas preocupa agricultores em Panambi

O caso ocorre em meio a um alerta crescente na região de Panambi, onde agricultores relataram à emissora Sulbrasileira o aumento considerável no aparecimento de cobras venenosas, especialmente na Linha Rincão Frente.

Em uma única propriedade rural, foram encontradas dez serpentes — oito jararacas e duas urutu-cruzeiro. Os animais foram capturados e soltos em uma área distante das residências, para evitar riscos à população.

Na Linha Morengaba, um agricultor foi atacado por uma urutu-cruzeiro enquanto buscava lenha em um galpão. Ele precisou de atendimento médico urgente, ficou internado por uma semana e teve um dedo amputado em decorrência da picada.

Relatos indicam que, inclusive na zona urbana, têm sido encontradas diversas serpentes, principalmente jararacas.

Com a chegada do inverno, é comum que cobras busquem abrigos subterrâneos — como tocas de roedores, fendas em rochas, ocos de árvores ou pilhas de lenha — para se proteger do frio. Nesse período, elas entram em estado de dormência até a chegada da primavera.

 


Riscos e cuidados

De acordo com o Instituto Butantan, a letalidade das picadas de jararaca é de aproximadamente 0,4%. No entanto, essa taxa pode subir para cerca de 20% em casos em que o atendimento médico é tardio ou não há aplicação do soro antiofídico.

A urutu-cruzeiro, por sua vez, representa um risco ainda maior: sem tratamento adequado, a taxa de mortalidade pode variar entre 10% e 20%. Com o uso do soro antibotrópico, no entanto, as chances de sobrevivência aumentam consideravelmente.

Especialistas reforçam a importância de buscar atendimento médico imediato em caso de picadas e recomendam cuidados redobrados em áreas rurais, principalmente durante o outono e inverno, quando a presença de serpentes pode aumentar.

FONTE/CRÉDITOS: Redação