A Polícia Civil prendeu preventivamente, na noite de quinta-feira (4), um homem de 66 anos suspeito de abandonar uma mala com parte do corpo de uma mulher no guarda-volumes da Estação Rodoviária de Porto Alegre. O investigado já havia sido condenado em 2018 a 28 anos de prisão por assassinar a própria mãe, em 2015. Na ocasião, a idosa, de 76 anos, foi morta com 13 facadas e teve o corpo concretado dentro de um armário em um apartamento no bairro Mont’Serrat. Desde o ano passado, o homem cumpria pena em regime semiaberto.

A nova prisão foi realizada em uma pousada no bairro São João. Durante a abordagem, ele estava com o celular da vítima e se passava por ela em mensagens enviadas a familiares, o que retardou o registro do desaparecimento. O suspeito confessou ter desmembrado o corpo e disse que a mulher era sua companheira, chegando a informar o nome dela à polícia. O crânio da vítima ainda não foi localizado.

A identificação oficial está sendo feita por exames periciais, já que os dedos da vítima foram cortados, impossibilitando a análise por digitais. O Instituto-Geral de Perícias (IGP) confirmou que o tórax encontrado em 20 de agosto, na rodoviária, pertence à mesma pessoa cujos membros haviam sido localizados em 13 de agosto, no bairro Santo Antônio, na zona Leste da Capital.

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Segundo as investigações, o suspeito utilizava perfis falsos criados com o auxílio de inteligência artificial para atrair mulheres em redes sociais. A polícia agora apura a motivação do crime e se houve participação de outras pessoas.

O delegado Mario Souza, diretor do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), destacou o trabalho da equipe:

— Foi uma apuração feita à moda antiga, com muita caminhada na rua, fotos nas mãos e conversa com as pessoas, além de modernas técnicas de investigação.

Exames de DNA encontraram material genético do investigado em partes do corpo e na mala, reforçando as provas que embasaram o pedido de prisão preventiva.

FONTE/CRÉDITOS: CNN