Um marco histórico foi estabelecido no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com a nomeação da advogada Edilene Lobo como a primeira ministra negra a integrar a Corte. Ela assume a posição de integrante substituta na classe dos juristas, preenchendo a vaga deixada por André Ramos Tavares, que assumiu o cargo de ministro efetivo.

Edilene Lobo expressou sua chegada ao tribunal como mais do que uma inspiração. Ela destacou que representa um passo em direção à inclusão de meninas e mulheres nos espaços de poder. "É um trabalho duplo: contribuir com a função jurisdicional, mas também inspirar meninas e mulheres que, como eu, possam ocupar esses espaços públicos", afirmou a ministra.

Na cerimônia realizada no Gabinete da Presidência da Corte, o presidente do TSE, ministro Alexandre de Moraes, deu as boas-vindas à nova integrante e ressaltou a importância histórica e a alegria de dar posse a Edilene como a primeira ministra negra da Corte.

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"Hoje, ela (Edilene) se torna um símbolo de respeito à diversidade, à mulher, à mulher negra. Seja muito bem-vinda ao Tribunal Superior Eleitoral. Tenho certeza de que quem ganhou muito foi esta Corte da Democracia. Parabéns!", declarou o ministro Moraes, enfatizando também o valor do trabalho da nova ministra.

O nome de Edilene foi indicado na lista enviada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a nomeação ao cargo. A lista também incluía as advogadas Daniela Borges, presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) da Bahia, e Marilda Silveira, que atua na área eleitoral em Brasília.

Conforme estipula a Constituição, compete ao presidente da República nomear os advogados que compõem o tribunal. O TSE é composto por sete ministros, sendo três do Supremo Tribunal Federal (STF), dois do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e dois advogados com notório saber jurídico, além de seus respectivos substitutos.

FONTE/CRÉDITOS: Da redação