Setembro de 2025 será marcado por extremos climáticos no Brasil. O mês, que simboliza a transição do inverno para a primavera, deve registrar calor intenso em boa parte do país, especialmente no Centro-Oeste, onde as temperaturas podem ultrapassar os 40 °C. No Sul, mesmo sem El Niño, a chuva tende a ser volumosa, com risco de enchentes e temporais, enquanto no Sudeste e Centro-Oeste o retorno das precipitações será gradual.

O Rio Grande do Sul, historicamente conhecido por registrar enchentes nesta época do ano, pode ter acumulados de 150 a 250 mm apenas nos primeiros dez dias do mês, aumentando o risco de cheias. Já em Porto Alegre, a média histórica de setembro indica mínima de 13,3 °C e máxima de 22,8 °C, com 147,8 mm de chuva. Em São Paulo, o mês também traz aumento de precipitação em relação a agosto, saindo de 32,3 mm para 83,3 mm, segundo a climatologia de 1991 a 2020.

No Brasil Central, setembro segue como período de seca, com calor intenso e grande número de queimadas, sobretudo no Cerrado, onde este é o mês de maior incidência de focos de incêndio. Apesar disso, a partir da segunda metade do mês, a umidade começa a retornar gradualmente, trazendo chuvas pontuais para Mato Grosso, Goiás e até Brasília.

Leia Também:

As previsões da MetSul Meteorologia indicam que as temperaturas devem ficar acima ou muito acima da média histórica em grande parte do Centro-Sul do país, com destaque para o Mato Grosso e Goiás, onde marcas extremas de 42 °C a 43 °C são esperadas. No Sul, massas de ar frio ainda devem provocar geadas tardias, mas o frio será menos frequente, intercalado com dias quentes e temporais típicos da primavera.

Setembro também marca o início do período mais crítico de tempestades no Sul do Brasil, quando o encontro de massas de ar quente e frio aumenta o risco de vendavais e temporais severos. Além disso, cresce a chance de formação de ciclones extratropicais no Atlântico Sul, especialmente nas costas da Argentina e do Uruguai, que podem trazer reflexos de vento forte e instabilidade ao extremo Sul do país.

FONTE/CRÉDITOS: MetSul