No último domingo, 5 de novembro, foi realizado o primeiro dia de aplicação das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2023, marcado por uma média nacional de ausência de 28,1%. Os dados preliminares, provenientes de 98% dos locais de aplicação, indicam que dos mais de 3,9 milhões de inscritos, 71,9% compareceram para realizar o exame em 132 mil salas distribuídas por 1.750 municípios brasileiros. A taxa de abstenção manteve-se próxima à registrada no ano anterior, atingindo 28,3%.

Durante a coletiva de imprensa realizada na noite do mesmo dia, o ministro da Educação, Camilo Santana, e o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Manuel Palácios, apresentaram um balanço do primeiro dia de aplicação. Nessa etapa, os estudantes foram submetidos às provas de linguagens, códigos e suas tecnologias, ciências humanas e suas tecnologias, além da redação.

O ministro destacou a reversão da tendência de queda na participação, celebrando um aumento de aproximadamente 13,1% no número de inscritos em relação ao ano anterior. Esse esforço, segundo Camilo Santana, reflete o comprometimento do governo em incentivar os jovens a realizar o Enem, sendo esta a principal via de acesso ao ensino superior no país. Em 2023, foram confirmadas 3.939.242 inscrições, um aumento significativo em comparação com as 3.476.105 registradas no ano anterior.

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Na 25ª edição do exame, houve inovações, como a impressão em formato colorido dos gráficos e figuras das provas, visando facilitar a compreensão por parte das pessoas daltônicas ou com problemas de visão. Além disso, o cartão-resposta foi ampliado para beneficiar candidatos com deficiência visual.

Em relação aos incidentes no primeiro dia de provas, 4.293 candidatos foram eliminados por violações, como a posse de equipamentos eletrônicos, saída antecipada da sala antes do horário permitido (15h30), utilização de impressos e não cumprimento das orientações dos fiscais, conforme estabelecido no edital. Outros 905 candidatos enfrentaram problemas durante a aplicação, como emergências médicas, interrupções temporárias de energia e falta de água.

Estudantes prejudicados por condições climáticas, problemas logísticos ou alocados em locais de prova a uma distância superior à prevista no edital (30 quilômetros) poderão solicitar a reaplicação das provas nos dias 12 e 13 de dezembro. Aqueles que apresentarem problemas de saúde também têm direito a essa possibilidade, com o requerimento disponibilizado pelo Inep.

A coletiva também abordou as investigações em torno da imagem de uma prova de redação do Enem 2023 que circulou nas redes sociais e grupos do WhatsApp durante o dia. A Polícia Federal foi acionada para investigar o caso, que envolveu a divulgação de fotos da prova antes do horário permitido para saída, constituindo uma infração segundo as regras do Enem.

O Enem é uma importante porta de entrada para instituições de ensino superior no Brasil e em Portugal, ocorrendo em duas etapas consecutivas (5 e 12 de novembro). Seu resultado é utilizado para ingresso em universidades públicas via Sistema de Seleção Unificada (Sisu) ou para bolsas em universidades privadas pelo Programa Universidade Para Todos (Prouni). Além disso, o exame é requisito para acesso ao Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) do Ministério da Educação (MEC). Dos mais de 3,9 milhões de inscritos, a maioria (48,2%) já concluiu o ensino médio, enquanto 35,6% devem finalizá-lo em 2023. Existem também participantes que, como treineiros, buscam testar seus conhecimentos mesmo sem ter concluído o ensino médio.

FONTE/CRÉDITOS: Da Redação