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A polícia prendeu um terceiro suspeito que teria participado dos preparativos para supostos atos "terroristas" no Brasil, os quais, de acordo com informações de Israel, estariam ligados ao grupo xiita Hezbollah. A confirmação dessa prisão foi divulgada pelas autoridades nesta segunda-feira (13).
A detenção é um desdobramento da Operação Trapiche, que teve início na última quarta-feira, dia 8. Na ocasião, dois suspeitos foram presos: o autônomo Lucas Passos Lima, de 35 anos, detido no aeroporto de Guarulhos, na Grande São Paulo, ao retornar do Líbano, e o técnico em plásticos Jean Carlos de Souza, de 38 anos, capturado próximo a um hotel no centro da capital paulista, onde estava hospedado.
Segundo informações apuradas pelo Estadão, o terceiro detido é um músico associado a Mohammad Khir Adbulmajid, identificado como o elo entre o Hezbollah e os brasileiros sob suspeita. Durante depoimento, o novo alvo da Operação Trapiche afirmou ter sido contratado para realizar um show no Líbano.
Mohammad, que está na lista de difusão vermelha da Interpol como um dos "mais procurados", seria o ponto de conexão entre o Hezbollah e os suspeitos no Brasil, estando, segundo investigadores, atualmente no Líbano.
De acordo com a Mossad, a agência de inteligência israelense, que afirma ter colaborado com os serviços de segurança brasileiros, a "célula terrorista" planejava realizar um ataque contra "alvos israelenses e judeus no Brasil". O Hezbollah, movimento xiita libanês apoiado pelo Irã, possui laços estreitos com o Hamas e tem histórico de conflitos com Israel.
As autoridades brasileiras criticaram as declarações de Israel, considerando-as antecipadas e politizadas. O ministro da Justiça, Flávio Dino, repudiou as conclusões antes da devida apuração.
Durante a primeira audiência perante um juiz realizada na sexta-feira, os dois primeiros suspeitos presos negaram veementemente as acusações. As investigações sobre as atividades do Hezbollah na região concentram-se nas áreas fronteiriças com Argentina e Paraguai, países que abrigam uma significativa comunidade de origem libanesa. Segundo os Estados Unidos, o Hezbollah é financiado na região por meio do apoio ao crime organizado, envolvendo lavagem de dinheiro.
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Quentuchas Notícias
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