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Na sessão legislativa de terça-feira (16), a vereadora Éclesan Palhão (MDB) ocupou a tribuna para alertar sobre a possibilidade de retrocesso no piso salarial da enfermagem. Em seu discurso, ela destacou dados preocupantes: o Brasil conta com mais de 2,5 milhões de profissionais de enfermagem, sendo 85% mulheres — muitas delas mães — que enfrentam jornadas desgastantes. Cerca de 200 mil profissionais relatam precisar fazer plantões extras ou buscar empregos fora da área da saúde para complementar a renda familiar.
O piso da enfermagem foi garantido pela Lei nº 14.434/2022 e pela Emenda Constitucional nº 127/2022, estabelecendo salários mínimos para enfermeiros, técnicos e auxiliares. No entanto, a aplicação plena ainda está em debate no STF, onde tramita uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI). O julgamento, previsto entre os dias 19 e 26 de setembro, será decisivo para definir a validade integral do piso em todo o país.
Durante seu discurso, Éclesan reforçou:
“Além de vereadora, sou enfermeira. A enfermagem é formada majoritariamente por mulheres, muitas delas mães, que se desdobram entre o cuidado com os pacientes e com a família. Lutar pelo piso é lutar pela valorização dessas profissionais, que carregam a saúde do país nas costas. Na pandemia, fomos a categoria mais presente na linha de frente, e agora seguimos buscando reconhecimento. Será um retrocesso caso o STF não julgue a nosso favor”.
Ainda na terça-feira, a vereadora participou de uma live sobre o tema, ao lado de Fábia Richter e Juliano, reafirmando seu compromisso com a categoria. Ela destacou a exaustão enfrentada pelos profissionais: plantões seguidos, muitas vezes ultrapassando 36 horas sem descanso, apenas para garantir dignidade aos filhos.
“Sou enfermeira há anos e sei que cada conquista salarial exige muita luta. Aplausos não bastam. Nós cuidamos de vidas, aplicamos medicações na veia, atendemos prematuros com 500 gramas. Por isso, conclamo meus colegas a pressionarem deputados e reforço que enfermeiros envolvidos na política estão mobilizados junto aos ministros do Supremo”, disse Éclesan.
A vereadora também destacou o trabalho da Frente Parlamentar da Assembleia, que já apresentou moção de apoio, e o contato direto com o vice-presidente do Cofen, que está em Brasília articulando a pauta.
“Peço o engajamento da sociedade, pois nossos profissionais recebem salários básicos vergonhosos. No Hospital Santa Terezinha, por exemplo, um técnico recebe menos de R$ 2.700 como salário base. Precisamos mudar essa realidade”.
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Quentuchas Notícias
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