Na cidade de Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, um verme da espécie Bipalium, conhecido como cabeça-de-martelo, tornou-se alvo de atenção e, para alguns, até causou certo pânico nas redes sociais.
Um vídeo compartilhado no Instagram pelo biólogo Fabiano Soares, já contabilizando mais de 115 mil visualizações, gerou diversas dúvidas sobre como lidar com essa peculiar espécie. O verme cabeça-de-martelo pertence à categoria das planárias, um tipo de platelminto. Caso seja cortado, esse verme é capaz de se regenerar, resultando na multiplicação de indivíduos a partir de uma única parte.
Caracterizado por um corpo achatado e uma cabeça em formato de pá, o verme cabeça-de-martelo é hermafrodita, o que significa que cada indivíduo possui órgãos reprodutivos masculinos e femininos, possibilitando a reprodução por meio de divisão binária. Alguns exemplares têm menos de 2,5 cm, enquanto outros podem atingir cerca de 40 cm de comprimento.
Alimentando-se de minhocas, caracóis, lesmas e outros insetos, de acordo com informações da Faculdade de Ciências Agrícolas da Universidade Estadual da Pensilvânia (EUA), essa espécie pode produzir tetrodotoxina, uma neurotoxina também presente em baiacus e polvos de anéis azuis. Embora não represente riscos significativos para os humanos, o muco tóxico que envolve o corpo do verme pode ser perigoso para animais de estimação em contato com ele.
O verme cabeça-de-martelo é, geralmente, encontrado em ambientes de solo úmido, como sob folhas, pedras ou outros detritos. Caso seja necessário erradicar esses animais de quintais, recomenda-se a aplicação direta de sal, ácido bórico, vinagre ou óleo cítrico, conforme indicado pelo Departamento de Proteção Ambiental de Nova Jersey (EUA). Para manusear a espécie, é aconselhável o uso de luvas. Originário de áreas tropicais e subtropicais do continente asiático, o verme cabeça-de-martelo já pode ser encontrado em diversas regiões, incluindo os EUA e alguns países da Europa.
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