Após registrar quedas em duas sessões consecutivas nesta semana e atingir suas mínimas em mais de 22 meses durante o pregão de terça-feira (3), o mercado da soja inverte a tendência, operando em território positivo na manhã desta quarta-feira (4). Por volta das 7h10 (horário de Brasília), as cotações apresentavam elevação de 5,25 a 7,75 pontos nos principais contratos, elevando o novembro para US$ 12,80 e o maio para US$ 13,26 por bushel.

A falta de novidades relevantes para impulsionar as cotações na CBOT ainda persiste. Os traders permanecem vigilantes em relação ao andamento da colheita nos EUA, ao plantio no Brasil e à demanda global. Apesar do feriado da Golden Week na China, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) anunciou duas novas vendas de soja para o país asiático.

No entanto, um atraso nas vendas norte-americanas para exportação e a crescente competitividade do Brasil, impulsionada pela valorização do dólar em relação ao real nos últimos dias, também estão em destaque. Ontem, o dólar encerrou o dia com uma valorização superior a 1,5%, sendo cotado a R$ 5,15, fatores que exercem pressão sobre os preços.

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Paralelamente, a influência do cenário financeiro tem sido mais pronunciada nesta semana, afetando não apenas os futuros da soja, mas também as commodities de maneira geral. O petróleo registra uma queda superior a 1,5% nesta manhã, enquanto o dólar index, que vinha apresentando uma sequência de altas, perde 0,24%, atingindo 106,452 pontos.

FONTE/CRÉDITOS: Da Redação