O dia de quinta-feira, 9, traz um alívio temporário da chuva para a maior parte do Rio Grande do Sul, graças à entrada de ar mais seco e frio. Entretanto, essa trégua será breve, pois espera-se um novo período de instabilidade a partir da sexta-feira. Embora o sol apareça acompanhado de nuvens na maioria das cidades, há possibilidade de chuvas em áreas próximas à divisa com Santa Catarina, especialmente no Norte. O ar frio resulta em um amanhecer gelado nas regiões Oeste e Sul, com temperaturas que podem alcançar ou ficar abaixo de 10ºC. Em Porto Alegre, o céu oscilará entre parcialmente nublado e nublado, sem previsão de chuva, com temperaturas variando entre 14ºC no final do dia e 20ºC durante a tarde.

A análise dos mapas meteorológicos pela equipe da MetSul Meteorologia revela um cenário desolador para aqueles que enfrentam as enchentes, como muitos de nossos meteorologistas e milhares de residentes cujas casas estão submersas. A cheia do Guaíba está longe de acabar. Apesar de uma breve recuada do nível do rio ontem, após quatro dias de estabilidade entre 5,25 m e 5,35 m, a persistência da chuva e do vento prolongará a enchente, resultando em novos picos de elevação do nível da água. Na quinta-feira, por exemplo, os ventos do Sul causarão represamento, levando a novas altas ou reduções nas baixas do rio.

Entre sexta-feira e segunda-feira, são esperadas chuvas excessivas nos afluentes, com volumes equivalentes a um ou dois meses de precipitação em apenas quatro dias, aumentando significativamente o fluxo de água para o Guaíba na próxima semana. Além disso, prevê-se chuva forte na capital em alguns momentos, e a chegada de uma massa de ar polar na próxima semana trará fortes ventos do Sul, contribuindo para uma nova elevação do nível do Guaíba.

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A MetSul Meteorologia emite um alerta enfático para as cidades situadas às margens da Lagoa dos Patos, no Sul do Estado, indicando que a enchente atingirá proporções significativas e perigosas. Cidades como Pelotas, São Lourenço do Sul e Rio Grande, entre outras, já estão enfrentando inundações e correm um alto risco. Com base na história da região, é possível antecipar que o pior ainda está por vir. Em 1941, o pico da cheia em Pelotas ocorreu entre 15 e 17 de maio, uma semana após o nível máximo da cheia do Guaíba em 8 de maio. Nos próximos dias, é esperado que cidades do Sul gaúcho enfrentem inundações severas a extremas.

FONTE/CRÉDITOS: Da Redação - Metsul