O número de leões e lobos-marinhos afetados pelo vírus H5N1 no litoral gaúcho ultrapassou 500, de acordo com a última atualização da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) divulgada nesta quarta-feira. Esses animais são vistos doentes ou mortos ao longo da costa.

A incidência do vírus da Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP), conhecido como H5N1, preocupa as autoridades. No entanto, a Seapi assegura que a doença não representa riscos ao consumo de carne de aves, ovos e produtos derivados, uma vez que o plantel comercial avícola gaúcho não está afetado.

Apesar disso, a situação levanta preocupações devido ao alto número de mamíferos aquáticos encontrados nas praias do litoral Norte e Sul do estado. Há uma apreensão de que a doença possa ser transmitida aos humanos. A fiscal agropecuária do Programa Estadual de Sanidade Avícola da Seapi, Ananda Kowalski, aconselha que as pessoas evitem o contato com animais doentes e não levem cachorros para áreas próximas aos locais de encalhe. Também destaca a importância de não tentar devolver os mamíferos ao mar nem entrar em contato com suas secreções.

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O aumento no número de óbitos de mamíferos aquáticos na costa gaúcha é atribuído ao Uruguai, de onde esses animais migram para seus pontos tradicionais de descanso em cidades como Torres, São José do Norte e Santa Vitória do Palmar. Este último município já recolheu e enterrou mais de 160 carcaças infectadas até o momento.

A região também foi palco do primeiro caso de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade no RS, registrado em maio, envolvendo um cisne-de-pescoço-preto na Estação Ecológica do Taim (ESEC Taim).

Desde o início do mês, o Ministério da Agricultura (Mapa) confirmou cinco focos de H5N1 no RS, sendo quatro em mamíferos aquáticos (Santa Vitória do Palmar, Rio Grande e Torres) e um em uma ave silvestre da espécie trinta-reis-real, em São José do Norte. O laboratório credenciado ao Mapa está analisando amostras de um pinguim encontrado na praia de Imbé.

As suspeitas de gripe aviária incluem sinais respiratórios, neurológicos ou alta mortalidade súbita. Para notificações imediatas, a Seapi disponibiliza o Whatsapp no número (51) 98445-2033.

FONTE/CRÉDITOS: Da Redação