A Frente Parlamentar da Agropecuária Gaúcha da Assembleia Legislativa convocou um encontro crucial hoje, reunindo parlamentares, o governo estadual e sindicatos rurais. Com o objetivo de identificar as necessidades urgentes dos agricultores que foram impactados pelas recentes enchentes no Estado do Rio Grande do Sul. O evento ocorreu às 8h30min de hoje (12) e foi realizado na Câmara de Vereadores de Lajeado. A partir desse encontro, foram elaboradas as demandas que serão apresentadas em Brasília ainda esta semana pelo presidente da frente, o deputado Elton Weber (PSB). Weber destacou que já está agendada uma reunião com o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, na quinta-feira, onde buscarão apoio para os agricultores que perderam não apenas suas safras, mas também suas residências e meios de subsistência.

De acordo com um relatório preliminar divulgado pela Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), quase 11 mil propriedades rurais foram afetadas pela tragédia, assim como cerca de 30 mil animais de produção, incluindo bovinos de corte e leite, suínos, aves de corte e poedeiras. Além disso, foram registrados danos em estruturas de armazenamento, agroindústrias, forragens, fruticultura, olericultura, fumicultura, apicultura, piscicultura e plantações de eucalipto, entre outros. No entanto, é esperado que os danos sejam ainda maiores, pois a comunicação com áreas rurais ainda está prejudicada.

O encontro também abordou as demandas relacionadas às medidas recentemente anunciadas pelo governo federal em apoio aos produtores. O deputado Weber expressou preocupação em relação ao anúncio de R$ 125 milhões para o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), observando que esse montante destina-se à compra de produtos agrícolas para distribuição, não beneficiando diretamente os agricultores afetados. Enquanto isso, o governo estadual anunciou que o Banrisul fornecerá empréstimos de até R$ 300 milhões aos agricultores afetados pelas chuvas, por meio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), para financiar tratores, construção, reformas, máquinas, implementos, sistemas produtivos e infraestrutura, entre outros. As condições incluem um prazo de até 10 anos, três anos de carência e taxas equalizadas. No entanto, Weber argumentou que essas iniciativas não atendem às necessidades básicas dos agricultores, que incluem a recuperação de moradias e processos produtivos, levando-o a mencionar a necessidade de discutir a anistia nesse contexto.

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Além disso, ontem, o presidente do Sistema Ocergs, Darci Hartmann, enviou um ofício ao governo estadual com uma série de demandas visando mitigar a situação dos cooperativados do Vale do Taquari, uma região que abriga 18 cooperativas agropecuárias, de infraestrutura, de crédito, de saúde e de transporte. Essas cooperativas empregam um total de 8,8 mil pessoas e contam com mais de 461,4 mil associados. As demandas incluem a suspensão das parcelas de empréstimos vencidas ou a vencer por um período de 18 meses e a criação de uma linha de crédito emergencial com taxas subsidiadas para empresas e cooperativas afetadas pelas enchentes. Além disso, é solicitado apoio junto ao governo federal para a liberação de recursos às áreas afetadas e agilidade por parte do BNDES na liberação de uma linha de crédito especial devido às adversidades climáticas.

FONTE/CRÉDITOS: Da Redação