A ONU reafirmou nesta quinta-feira (13) que alcançar o "fim da AIDS" até 2030 ainda é possível, mas destacou a falta de financiamento como um obstáculo para o progresso no combate à pandemia. Segundo um relatório do UNAIDS, o plano apresentado mostra que o sucesso ainda é viável nesta década.

O UNAIDS enfatiza que acabar com a AIDS é uma decisão política e financeira, e destaca a importância de combater as desigualdades, apoiar as comunidades e garantir financiamento adequado e sustentável. Os maiores avanços foram registrados em países que investiram significativamente na área, como os do leste da África e da zona austral do continente, onde houve uma redução de 57% nos casos desde 2010.

Alguns países, como Botsuana, Suazilândia, Ruanda, Tanzânia e Zimbábue, alcançaram as metas estabelecidas pelo UNAIDS, conhecidas como "95-95-95". Isso significa que 95% das pessoas vivendo com o HIV conhecem seu status, 95% delas estão em tratamento e 95% das pessoas em tratamento apresentam supressão viral, o que significa que não transmitem o vírus.

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No entanto, ainda há desafios a serem enfrentados. Em 2022, uma pessoa morria a cada minuto devido à AIDS, e quase 9,2 milhões de pessoas continuavam sem tratamento, incluindo 660.000 crianças soropositivas. Além disso, muitos países ainda possuem leis que criminalizam populações consideradas de risco ou determinados comportamentos, o que prejudica a resposta à AIDS.

Outro desafio significativo é o financiamento adequado. Embora os recursos tenham aumentado no início da década de 2010, no ano passado eles retornaram aos níveis de 2013. Em 2022, foram destinados US$ 20,8 bilhões de dólares aos programas de combate ao HIV em países de baixa e média renda, uma redução de 2,6% em relação a 2021 e bem abaixo dos US$ 29,3 bilhões de dólares considerados necessários até 2025.

Portanto, é crucial que os governos e a comunidade internacional se mobilizem para garantir os recursos necessários e tomar medidas efetivas para combater a AIDS, a fim de alcançar o objetivo de acabar com a pandemia até 2030.

 
FONTE/CRÉDITOS: Da Redação