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Dois policiais foram condenados por tortura, ameaça e roubo após cobrir cabeça de mulher com sacola em abordagem em Novo Hamburgo, RS.
Na segunda-feira (21), o juiz Francisco Jose de Moura Muller proferiu a sentença de 10 anos, 1 mês e 10 dias de detenção em regime fechado para os soldados João Victor Alves Viana e Leanderson Alves da Silva. Eles, julgados na Justiça Militar Estadual, não podem recorrer em liberdade.
As defesas planejam recorrer. O advogado Fabio Cesar Rodrigues Silveira, representante de Viana, considera a sentença "injusta". Jair Canalle, advogado de Silva, alega falta de intimação formal e também entrará com recurso.
O caso ocorreu em um bar durante abordagem a um casal. Gravado por uma pessoa através de uma fresta na porta, as imagens mostram um dos policiais colocando uma sacola plástica na cabeça da mulher, enquanto o outro observa. O homem também foi asfixiado.
Os PMs levaram dinheiro e bebida do local e ameaçaram o casal de morte. Foram presos preventivamente dias após a agressão.
Na sentença, o juiz destacou o desrespeito dos policiais às leis e sua traição à Brigada Militar. As penas atribuídas aos PMs foram:
- Tortura: 4 anos e 8 meses de reclusão;
- Roubo: 5 anos e 4 meses de reclusão;
- Ameaça: 1 mês e 10 dias de reclusão.
Os soldados estavam no 3º Batalhão de Polícia Militar na época da abordagem.
Após inquérito por tortura e extorsão, a Corregedoria-Geral constatou mais de 10 transgressões disciplinares cometidas pelos PMs, incluindo violações aos Direitos Humanos e ao manual de abordagem. A mulher relatou agressões e ameaças, e o indiciamento por extorsão ocorreu devido ao roubo de R$ 250 do bar.
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Quentuchas Notícias
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