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Os dias de verão, que eram marcados pelas férias escolares para muitas crianças brasileiras, pareciam ter uma duração superior a 24 horas. Sem aulas e lições de casa, cada dia se estendia com horas livres intermináveis. No entanto, a espera pelo Papai Noel muitas vezes parecia interminável.
Enquanto passar pelo último mês do ano como adulto é uma experiência completamente diferente, algumas vezes os mais velhos sentem saudade do tédio da infância. Reuniões de fim de ano, pagamentos, compras para as festas e uma lista interminável de pendências para resolver antes do ano acabar — e, ainda assim, como num piscar de olhos, o dia de Natal está a poucos dias de distância.
Se você se identifica com essas descrições, saiba que não está sozinho. A percepção do tempo é um fenômeno estudado, e pesquisas indicam que, para os adultos, o tempo parece passar mais rapidamente, especialmente em períodos longos, como anos, conforme aponta um estudo realizado por pesquisadores alemães.
No entanto, a evidência científica e as interpretações de especialistas indicam que essa sensação não está diretamente ligada à idade, mas também a fatores como estado emocional, agenda social e contexto familiar.
O psicólogo Cloves Amorim, professor do curso de Psicologia da PUCPR e pesquisador do tema envelhecimento, explica que, à medida que envelhecemos, mais responsabilidades são adicionadas à nossa rotina, tornando-nos sujeitos a variáveis que aceleram a percepção do tempo. Enquanto a rotina previsível e cheia de atividades ajuda o tempo a fluir de forma constante, a percepção do passar do tempo é subjetiva e pode ser alterada dependendo de como nos sentimos ao realizar cada atividade.
O uso intenso da internet também é uma variável interessante mencionada por Amorim. O tempo pode parecer voar quando estamos imersos nas redes sociais, e adolescentes, por exemplo, podem perder a noção do tempo ao jogar videogame por horas a fio.
A expectativa é outro fator que influencia a percepção do tempo. Quando éramos crianças, a ansiedade de receber um presente especial ou ver os parentes no Natal tornava a espera mais demorada. No entanto, como adultos, as preocupações com as compras de presentes e a organização da festa preenchem nosso tempo, fazendo com que a expectativa seja substituída por tarefas práticas.
O apelo comercial do Natal, com propagandas televisivas e vitrines natalinas aparecendo nas lojas desde outubro, é uma mudança que intensifica a sensação psicológica de que o Natal chega mais cedo. Esses fatores, em conjunto, podem contribuir para a sensação de que o tempo passou mais rápido desde o último Natal em comparação com a infância.
Entretanto, é importante considerar que essa percepção pode variar a cada ano, dependendo das expectativas individuais para a temporada natalina, seja por uma viagem planejada, a apresentação de alguém novo à família ou outros fatores imprevisíveis.
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Quentuchas Notícias
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