Nesta terça-feira, o sol brilha entre nuvens na maioria das regiões do Rio Grande do Sul. Uma massa de ar muito quente que abrange o Brasil continua determinando as condições climáticas na maior parte das localidades. No Oeste e no Sul, especialmente na fronteira com o Uruguai, na Campanha e no Sul, o dia apresenta maior nebulosidade e chuva em diversos pontos, podendo ser localmente forte e acompanhada de alto risco de raios e temporais isolados.

Onde o sol prevalece, o dia se mostra quente, com temperaturas máximas próximas e acima dos 30ºC. Em Porto Alegre, que teve sol e máxima de 32,8ºC na segunda-feira, hoje teremos sol e nuvens, com a tarde atingindo entre 32ºC e 33ºC. Podem ser registrados até 35ºC no Vale do Sinos, em pleno mês de maio. Em Erechim, a máxima será de 28ºC e a mínima de 18ºC.

Entretanto, as condições meteorológicas no Rio Grande do Sul devem se complicar nos próximos dias. Na quarta-feira, as áreas afetadas pelas enchentes na Grande Porto Alegre e nos vales podem receber chuvas novamente, embora não sejam esperados volumes tão elevados capazes de interferir no nível dos rios.

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Já na quinta-feira, a entrada de ar frio, embora não muito intensa, trará um alívio térmico e resultará em ventos do quadrante Sul no Norte da Lagoa dos Patos. Isso pode causar o represamento do Guaíba, levando a um aumento ou até mesmo à estabilização ou redução de sua queda por cerca de um dia.

A maior preocupação reside nos indicativos dos modelos numéricos, que apontam para um novo episódio de instabilidade entre os dias 10 e 14 de maio, com risco de chuvas excessivas no Rio Grande do Sul. Embora os volumes não sejam comparáveis aos registrados no final de abril e início de maio, podem atingir acumulados consideráveis. Essas chuvas afetariam Porto Alegre e as nascentes dos rios que deságuam no Guaíba, agravando os problemas e prolongando a crise.

Além de influenciar os níveis dos rios, a chuva pode acarretar outro desdobramento. Com a rede pluvial já inundada em Porto Alegre devido às águas do Guaíba e de outros rios nas cidades próximas, a água da chuva terá dificuldade em escoar, não sendo absorvida pela macrodrenagem já saturada, o que pode resultar em transbordamentos por bueiros e galerias, mesmo sob um clima ensolarado.

FONTE/CRÉDITOS: Redação