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Quatro vítimas do incêndio que resultou na morte de 10 pessoas em Porto Alegre foram sepultadas na tarde de sábado (27) em um cemitério na Zona Norte da Capital. A cerimônia foi marcada por um silêncio que não refletia apenas o luto, mas também a ausência de familiares e amigos.
Os falecidos residiam em uma pousada destinada a pessoas de baixa renda ou em situação de vulnerabilidade social. Muitos dos moradores eram pessoas em situação de rua que encontraram naquele local um abrigo temporário.
Os caixões permaneceram fechados devido à carbonização dos corpos durante o incêndio, e o sepultamento ocorreu sob chuva.
Um estabelecimento funerário de Porto Alegre assumiu os custos do velório, realizando a doação da cerimônia, enquanto a prefeitura providenciou os túmulos.
Representantes de movimentos sociais envolvidos na luta por moradia digna e na defesa da população em situação de rua compareceram ao cemitério, exigindo uma investigação rigorosa sobre as causas do incêndio.
"A dor é imensa. Há um sentimento de revolta, pois denúncias são feitas mês após mês, ano após ano. São dois anos de luta tentando alertar que uma situação como essa poderia acontecer", disse Carlos Henrique Rosa da Silva, do Movimento Nacional da População de Rua.
O secretário do Desenvolvimento Social de Porto Alegre, Leó Voigt, responsável pelo contrato com a Pousada Garoa, onde ocorreu o incêndio, também esteve presente no velório. A cerimônia religiosa foi conduzida pelo padre Lucas Matheus Mendes, da Basílica das Dores.
Em comunicado divulgado no sábado, os responsáveis pela Pousada Garoa afirmaram estar "colaborando plenamente com as autoridades competentes para esclarecer os detalhes deste acontecimento" e reiteraram seu compromisso com a assistência à população de rua.
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Quentuchas Notícias
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