Após a Polícia Civil sugerir o arquivamento do caso, o Ministério Público do Paraná (MP-PR) denunciou o policial Civil, pelo homicídio do vendedor Antônio Carlos Antunes, ocorrido dentro do bar Barbaran, em Curitiba.

A Polícia Civil concluiu o inquérito na segunda-feira (29) e entendeu que o policial, que estava de folga, agiu em legítima defesa, considerando que o uso da arma de fogo teria sido justificado pelas circunstâncias do ocorrido.

Antônio Carlos Antunes, natural de Erechim, foi baleado no abdômen em setembro, após uma confusão no estabelecimento. Ele permaneceu internado em estado grave em um hospital da capital paranaense, mas não resistiu aos ferimentos e morreu seis dias depois. De acordo com a Polícia Civil do Paraná, o desentendimento teria sido motivado por uma discussão envolvendo um copo de cerveja.

Leia Também:

Em depoimento à polícia, o acusado afirmou que a confusão começou quando retirou um copo que estava sobre a pia do banheiro para lavar as mãos. Segundo ele, a atitude teria desagradado o vendedor, que passou a agredi-lo. O policial declarou que reagiu e efetuou o disparo.

Na denúncia apresentada nesta terça-feira (30), o Ministério Público sustenta que o policial agiu com dolo direto, ou seja, com intenção consciente de matar. O órgão também apontou as qualificadoras de motivo fútil e o uso de arma de fogo de uso restrito.

Além do crime de homicídio qualificado, o policial civil também foi denunciado por porte de arma de fogo de uso restrito após ter ingerido bebida alcoólica, o que é vedado pela legislação (Lei 10.826/2003).

O MP-PR destacou ainda que a autorização para porte de arma perde validade caso o portador esteja sob efeito de álcool. Durante a investigação, testemunhas relataram que o policial havia consumido bebida alcoólica, embora não apresentasse sinais evidentes de embriaguez.

Além da denúncia criminal, o Ministério Público solicitou que o policial seja condenado ao pagamento de R$ 50 mil aos familiares da vítima, como forma de reparação pelos danos causados.

Procurada, a defesa do policial não se manifestou até a última atualização da reportagem.

A advogada Carolina Mattar Assad, que representa a família de Antônio Carlos Antunes, ressaltou a importância do entendimento do Ministério Público sobre a incompatibilidade entre o uso de arma de fogo e a ingestão de álcool.

Segundo ela, a família recebeu a denúncia com esperança e confiança no trabalho da Justiça, afirmando que seguirá acreditando no andamento do processo judicial.

FONTE/CRÉDITOS: Da Redação