Segundo o Boletim Logístico divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta quarta-feira (21), as quedas nas cotações e nos prêmios de exportação têm levado os produtores a optarem por manter a soja em estoque, aguardando uma melhoria nos preços no segundo semestre. Apesar do aumento nas exportações de soja em maio, atingindo 15,59 milhões de toneladas, espera-se uma redução nas vendas internacionais nos próximos meses.

O boletim também destaca que, em relação à demanda, mesmo com o recorde de importações de soja do Brasil pela China (34,4 milhões de toneladas), o país asiático adotou procedimentos alfandegários mais demorados, aumentando o tempo de inspeção das cargas, o que pode retardar o comércio com a China.

No caso do milho, as exportações já apresentaram uma leve queda em maio, atingindo 0,38 milhão de toneladas, em comparação com 0,47 milhão de toneladas observadas em abril. A diminuição nos prêmios e cotações tem influenciado negativamente as vendas externas. O superintendente de Logística Operacional da Conab, Thomé Guth, destaca que as ótimas condições das lavouras brasileiras este ano, aliadas ao início do plantio da safra americana, estão pressionando os preços em Chicago, além das preocupações com a seca esperada nos EUA nas próximas semanas, que podem afetar as cotações.

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FONTE/CRÉDITOS: Da Redação