Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a estimativa para a produção de soja no Brasil na safra 2022/23 é de 156,0 milhões de toneladas métricas (mi ton). Isso representa um aumento de 1,0 mi ton (1%) em relação ao mês anterior e de 25,5 mm (20%) em comparação com a safra 2021/22. A área colhida é estimada em 43,9 milhões de hectares (mi ha), um acréscimo de 0,2 mi ha (menos de 1%) em relação ao mês passado e 2,3 mi ha (6%) em relação à temporada anterior. O rendimento permanece inalterado em relação ao mês anterior, com 3,55 toneladas por hectare (t/ha), um aumento de 13% em relação ao ano anterior.

A colheita da soja está quase concluída, com mais de 99% já colhidos até o final de maio. Relatórios de colheita indicam aumentos progressivos no rendimento mês a mês nos estados do centro-oeste, especialmente em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, que apresentaram os maiores ganhos. O relatório da Federação da Agricultura e Pecuária do Mato Grosso do Sul (FAMASUL) registrou um aumento de 1,6 mi ton na produção em relação à estimativa inicial.

Essa safra abundante foi resultado de uma combinação de diversos fatores, como variedades de sementes aprimoradas, práticas de manejo agrícola e condições climáticas excepcionalmente favoráveis em quase todo o país. Vários estados alcançaram rendimentos recordes.

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A única exceção foi o estado do Rio Grande do Sul, onde o rendimento foi reduzido em quase 40% em relação às expectativas iniciais devido à seca nas regiões ocidentais. No entanto, a produtividade geral do estado foi cerca de 60% superior à do ano anterior, graças às regiões nordeste do Rio Grande do Sul, que obtiveram rendimentos mais elevados.

Esse material foi elaborado pelo meteorologista Gabriel Rodrigues, com revisão de Aline Merladete.

FONTE/CRÉDITOS: Da Redação