A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou o 1° Levantamento da Safra de Grãos 2023/24, projetando uma produção total de 317,5 milhões de toneladas no Brasil, representando uma leve redução de 1,5% em relação ao ciclo anterior. No Rio Grande do Sul, a estimativa indica uma produção robusta de 40,9 milhões de toneladas, um aumento notável de 38,3% em comparação à safra anterior, impulsionado por uma produtividade média de 3.916 quilos por hectare, um incremento de 35,9%.

A projeção de crescimento significativo no estado é atribuída à quebra na safra passada devido à estiagem, resultando em volumes colhidos mais baixos. A nível nacional, a ligeira diminuição em comparação à temporada anterior é influenciada pela perspectiva inicial de redução na produtividade média, enquanto a área total semeada permanece estável em 78,7 milhões de hectares.

Quanto à soja, a expectativa é de expansão na área e produtividade, prevendo uma produção recorde de 162 milhões de toneladas. O milho, por outro lado, apresenta uma diminuição de 9,4% na produção, totalizando 119,4 milhões de toneladas, influenciada por uma redução de 4,8% na área plantada e de 4,9% na produtividade média.

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A cultura do arroz sinaliza um aumento de 7,7% na produção, atingindo 10,8 milhões de toneladas, impulsionado pela recuperação produtiva. A recuperação também é observada na área de feijão, com uma estimativa de 2,78 milhões de hectares e uma produção total prevista de 3,1 milhões de toneladas.

No segmento de culturas de inverno, o trigo apresenta um aumento de área de 12,1%, mas uma redução de 11,6% na produtividade, totalizando uma produção esperada de 10,5 milhões de toneladas.

As condições climáticas impactaram o potencial produtivo, com excesso de chuvas no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, enquanto o clima mais quente acelerou o ciclo no Paraná. A Conab ajustou as estimativas de estoques de passagem do trigo para 957,7 mil toneladas.

Para informações detalhadas sobre o levantamento e as condições de mercado, consulte o portal da Conab.

FONTE/CRÉDITOS: Da Redação