A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), por meio do Departamento de Defesa Vegetal, está conduzindo ações para monitorar a infestação do mosquito-pólvora, um inseto que se reproduz em matéria orgânica em decomposição, como caules de bananeira e esterco animal.

"A costa gaúcha, como uma importante região produtora de banana, tem sido severamente afetada por essa infestação, causando grande desconforto para a população. Esta é uma infestação fora do padrão normal, afetando a maioria dos municípios litorâneos", explica Alonso Duarte de Andrade, fiscal estadual agropecuário.

Segundo Alonso, a defesa agropecuária está investigando os fatores que estão contribuindo para a explosão populacional do mosquito-pólvora, considerando possíveis causas como manejo inadequado, desequilíbrio ambiental ou mudanças climáticas. "Portanto, é crucial implementar todas as estratégias do manejo integrado para evitar que essa população cresça descontroladamente e se espalhe para outras regiões do estado", acrescenta.

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As estratégias do manejo integrado de pragas adotadas pela Seapi incluem controle biológico, hormonal, comportamental e cultural, além do controle químico, quando necessário. "O objetivo é evitar o uso excessivo de pesticidas, o que reduziria os inimigos naturais dos mosquitos e causaria um desequilíbrio", alerta Alonso.

Nesta terça-feira (3/4), servidores da Seapi se reuniram com os presidentes dos sindicatos dos trabalhadores rurais de 19 municípios da região litorânea. "Discutimos a situação atual e propusemos medidas conjuntas para orientar os produtores locais, incluindo a realização de palestras ministradas pelo Departamento de Defesa Agropecuária do Estado", informa o fiscal.

Entre as medidas já tomadas pela Secretaria da Agricultura, destacam-se parcerias com os escritórios locais da Emater/RS-Ascar e com a 18ª Coordenadoria Regional de Saúde do Estado.

"A Emater tem colaborado nas iniciativas para controlar a população do mosquito. Enquanto isso, a Coordenadoria de Saúde se comprometeu a trabalhar em conjunto com a Seapi, participando de palestras, entrevistas em rádios e jornais locais, e envolvendo seus agentes de saúde para orientar e divulgar medidas protetivas para as comunidades afetadas", conclui Alonso.

CASOS NO RS

Um inimigo quase imperceptível está à espreita, prestes a sobrecarregar o sistema de saúde de Dom Pedro de Alcântara, um pequeno município com apenas 2,5 mil habitantes no Litoral Norte do Rio Grande do Sul. Conhecido como mosquito-pólvora devido ao seu tamanho diminuto e cor negra, essa praga está causando alarme na comunidade.

As picadas do mosquito-pólvora deixam marcas vermelhas na pele, provocando não apenas irritações, mas também preocupações com a febre oropouche. Até o momento, não foram registrados casos dessa doença no Rio Grande do Sul.

De acordo com informações do Ministério da Saúde, os sintomas da febre oropouche assemelham-se aos da dengue e da chikungunya, incluindo dores de cabeça, musculares e articulares, náuseas e diarreia.

O diagnóstico clínico, epidemiológico e laboratorial deve ser comunicado imediatamente devido ao risco de uma epidemia, agravado pela alta capacidade de mutação do vírus responsável pela doença.

O Ministério da Saúde ressalta que não há tratamento específico para a febre oropouche, aumentando ainda mais a preocupação das autoridades de saúde e da população local.

FONTE/CRÉDITOS: Da Redação - Secretaria de Agricultura RS