A Polícia Civil ouviu seis dos nove adolescentes suspeitos de participação na produção e compartilhamento de vídeos falsos de nudez, criados por inteligência artificial, que circularam em uma escola da rede privada em Porto Alegre. Outros três estudantes devem prestar depoimento ao longo da semana. As autoridades também ouviram as 16 adolescentes vítimas das reproduções digitais.

A investigação teve início na segunda-feira (18) após policiais militares do 11º BPM atenderem a uma ocorrência sobre a circulação dos vídeos na escola da capital. O nome da instituição de ensino e dos investigados não foram divulgados, devido ao envolvimento de menores.

O delegado Christian Nedel, do Departamento Estadual de Proteção a Grupos Vulneráveis, não detalhou como as imagens foram criadas, mas ressaltou que a produção do conteúdo foi combinada pelos estudantes em um grupo no WhatsApp. Seis celulares foram apreendidos para perícia. Caso seja comprovada a participação dos adolescentes, medidas socioeducativas podem ser aplicadas pela Justiça.

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Além disso, foi instaurado um procedimento de apuração de ato infracional, conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que proíbe "simular a participação de criança ou adolescente em cena de sexo explícito ou pornográfica, por meio de adulteração, montagem ou modificação de fotografia, vídeo ou qualquer outra forma de representação visual".

O delegado Emerson Wendt, especialista em Investigação Digital da Polícia Civil, destacou que os pais dos adolescentes podem ser responsabilizados civilmente pelos atos dos filhos. Embora não enfrentem penalidades criminais, podem ser obrigados a pagar indenização por danos morais nessas situações.

FONTE/CRÉDITOS: Redação/ G 1