O operador nacional do sistema elétrico (ONS) tem a previsão de concluir a análise detalhada do apagão ocorrido na terça-feira, 15 de outubro, até o final de outubro. Este incidente deixou consumidores de 25 estados e do Distrito Federal sem energia elétrica. Embora já tenha sido indicado que a causa inicial foi uma atuação equivocada no sistema de proteção de uma linha de transmissão no Ceará operada pela Chesf, subsidiária da Eletrobras, o ONS enfatiza que isso por si só não teria sido suficiente para causar um impacto tão abrangente no sistema.

Enquanto as análises estão em andamento, o ONS está operando o sistema de forma mais conservadora para garantir a segurança do fornecimento de acordo com os procedimentos de rede. Medidas como a redução da carga nas linhas de transmissão e o adiamento de manutenções programadas estão sendo implementadas, conforme explicou o ONS em comunicado divulgado na noite de quinta-feira, 17 de agosto.

O Relatório de Análise de Perturbação (RAP), que deve ser finalizado em até 45 dias úteis, de acordo com regulamentação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), será abrangente e abordará a ocorrência detalhadamente, incluindo a causa raiz, a sequência de eventos, o desempenho das proteções, entre outros aspectos. Além disso, o relatório apresentará recomendações e medidas a serem tomadas.

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Uma reunião está programada para a próxima sexta-feira, 25 de agosto, com a participação do Ministério de Minas e Energia (MME), Aneel e os envolvidos na geração, transmissão e distribuição de energia para avaliar as informações consolidadas fornecidas pelos participantes do incidente, marcando o início da elaboração do relatório final. Uma segunda reunião já está agendada preliminarmente para 1º de setembro.

Além disso, o ONS divulgou um documento técnico preliminar nesta quinta-feira, denominado Informe Preliminar de Interrupção de Energia no Sistema Interligado Nacional (IPIE), que fornecerá a base para o diagnóstico final. Este informe reafirma informações previamente comunicadas em 16 de agosto, quando o ONS identificou a linha de transmissão de 500 kV Quixadá-Fortaleza II como o ponto de partida do apagão, resultando em oscilações elétricas nas regiões Norte e Nordeste. Isso desencadeou a ativação de medidas automáticas de proteção, como o Esquema Regional de Alívio de Carga (ERAC) e Proteções de Perda de Sincronismo (PPS), que levaram à separação do Sistema Interligado Nacional (SIN) em três áreas elétricas distintas e à realização de cortes controlados de carga em partes dos subsistemas Sudeste/Centro-Oeste e Sul.

FONTE/CRÉDITOS: Da redação