O Exército está intensificando a segurança na cidade de Pacaraima, em Roraima, próxima à tríplice fronteira Brasil-Venezuela-Guiana, para impedir o uso do território brasileiro na disputa por petróleo entre Venezuela e Guiana. O ministro da Defesa, José Múcio, anunciou que serão deslocados 60 militares adicionais para a região, quase dobrando o efetivo atual de 70 militares. A medida visa evitar a passagem de militares venezuelanos pelo território brasileiro, uma vez que a área em questão, o território de Essequibo, abriga grandes reservas de petróleo.

José Múcio enfatizou que o Brasil não permitirá, "sob hipótese alguma", o uso da rota próxima a Pacaraima pelos países vizinhos para militarizar a região ou provocar escalada nas hostilidades. A missão dos militares destacados é assegurar a integridade territorial e evitar conflitos relacionados à disputa.

Enquanto isso, a secretária de América Latina e Caribe do Ministério das Relações Exteriores, embaixadora Gisela Maria Figueiredo Padovan, afirmou que o Brasil busca uma solução diplomática para a controvérsia. Gisela destacou que o caso está na Corte Internacional de Justiça, onde a Guiana solicitou uma liminar, e o Brasil aguarda a decisão da corte.

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A disputa entre Venezuela e Guiana pelo território de Essequibo remonta a 1966, mas tornou-se mais intensa em 2015 com a descoberta de campos de petróleo pela ExxonMobil. Enquanto a Guiana alega a propriedade com base em um laudo de 1899, a Venezuela argumenta que um acordo de 1966 com o Reino Unido anulou o laudo arbitral anterior e estabeleceu bases para uma solução negociada. A Venezuela convocou um referendo para 3 de dezembro, buscando apoio para criar uma nova província chamada "Guayana Esequiba" em uma área de 160 mil km², rica em recursos naturais, e conceder nacionalidade a 125 mil habitantes do local.

FONTE/CRÉDITOS: Da Redação