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A Polícia Civil de São Paulo solicitou a prisão temporária dos proprietários de uma escola infantil particular localizada no bairro de Cambuci, na zona sul da cidade. De acordo com denúncias feitas por uma ex-funcionária, que gravou vídeos como prova, eles teriam cometido maus-tratos contra os alunos. Além disso, a polícia requisitou um mandado de busca e apreensão à Justiça.
Um dos vídeos gravados pela ex-funcionária, que trabalhou na escola por dois meses, mostra a dona da instituição e uma funcionária repreendendo crianças com idades entre 1 e 2 anos, utilizando gritos e xingamentos. Em uma das cenas, um menino aparece amarrado a uma pilastra com sua própria blusa.
Em outra situação, um aluno que havia urinado nas roupas é humilhado por uma funcionária na frente de seus colegas. Ela diz: "Hoje você não fez xixi nas roupas por qual motivo? Vou começar a conversar com você e gravar suas respostas. Quando sua mãe, seu pai ou quem quer que venha te buscar chegar, eu vou entregar e dizer: 'Aqui está a resposta do seu filho para mim'".
Em outro momento, a diretora repreende uma menina com pouco mais de 1 ano, pedindo que ela guarde os brinquedos espalhados pelo chão. Ela diz: "Eram apenas quatro peças, e já que você quer agir como uma louca, vai ter que guardar tudo", enquanto a criança é vista chorando (veja um trecho abaixo).
Revoltada com a situação, a ex-funcionária buscou os pais das crianças que eram vítimas dos castigos e maus-tratos, relatando o que ocorria dentro da escola. A partir disso, os familiares procuraram a delegacia.
"Já ouvimos 12 mães e os relatos são muito semelhantes: seus filhos apresentam mudanças de comportamento, estão assustados, com medo do escuro e até mesmo comendo em excesso, pois não estariam sendo alimentados adequadamente na escola", afirmou Fábio Daré, delegado do 6º Distrito Policial.
A polícia ainda não tem conhecimento do período em que as crianças estavam sendo submetidas a essas formas de "castigo". Além dos proprietários da escola, duas estagiárias que trabalham no local serão convocadas a prestar depoimento.
A Secretaria de Segurança Pública informou que a Polícia Civil aguarda a decisão do Poder Judiciário e que as investigações estão em andamento.
Em comunicado, a Secretaria de Estado da Educação afirmou ser "contra qualquer forma de violência, seja dentro ou fora das escolas". De acordo com o órgão, a diretoria de ensino da região Centro-Sul abriu uma investigação sobre todas as denúncias apresentadas e encaminhou o processo de sindicância para a Seduc-SP, onde todas as partes serão ouvidas e todos os documentos serão analisados. "Após a conclusão, as medidas apropriadas serão tomadas."
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Quentuchas Notícias
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